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29 de fevereiro de 2012

60 mil pessoas falando de mobilidade

por Marcelo Castelo

A primeira conclusão que tiro desses 2 primeiros dias do Mobile World Congress é de que o mercado de mobile é tão dinâmico que fica muito fácil novas tendências surgirem e desaparecerem. Veja o caso da Realidade Aumentada. No passado, havia debates, números, palestras, demonstração de novas tecnologias etc. Este ano, praticamente nada. E estou de acordo, pois você conhece alguém que já usou ou usa frequentemente Realidade Aumentada? Agora, imagine a grande população brasileira que não tem um iPhone ou um Android de última geração na mão…

Sim, esse é o tipo de tecnologia que, ao ser usada por uma marca, o gerente de produto do anunciante precisa ter claro na cabeça que está fazendo apenas um projeto de inovação e que, se ele chegar a 1 mil pessoas usando aquele aplicativo fantástico criado pela agência dele, esse número já será uma grande marca.

A segunda conclusão diz respeito à explosão do m-commerce. O eBay chegou em US$ 5 bilhões de faturamento em 2011 gerados única e exclusivamente por um dispositivo móvel. E, em 2012, a previsão é de US$ 8 bilhões. Esses números mostram como as pessoas não se importam em comprar um device móvel, desde que a experiência de uso no celular seja boa. Fazendo um paralelo com os e-commerces brasileiros, quantos já fizeram o seu site móvel? Quantas vendas são perdidas todos os dias por pessoas que tentam fazer uma compra pelo celular naquele site que ela já confia e não consegue?

A terceira grande conclusão é a de que tudo − absolutamente tudo − que importa um dia estará conectado. Vários exemplos foram dados aqui, e um dos mais interessantes e controversos foi a palestra do CEO da Ford falando que, em 2050, não teremos mais congestionamentos no mundo (acho que ele não conhece São Paulo :) . Todos os carros estarão conectados e, portanto, na hora em que você sair de casa, ou melhor, antes de sair de casa, você vai conseguir ver todas as rotas até o seu destino, com o trânsito real naquele momento e qual a alternativa mais rápida.

Parece utopia, mas eu acredito nisso (na conexão dos carros, não no fim dos congestionamentos). Um “chip de celular” tem um preço insignificante em relação ao preço do carro, e o custo da conexão vem caindo (veja os planos das operadoras de celular, que cobram R$ 0,50 por uma navegação ilimitada por 24 horas). Imagine a infinidade de novas tecnologias e possibilidades que serão criadas nos próximos anos…

Hoje e amanhã haverá mais palestras, reuniões e papos informais, que geram uma série de novos insights. Na sexta, eu volto aqui com um apanhado geral e novos assuntos, como Mobile Advertising, NFC, Localização etc.

Artigo publicado originalmente no Meio&Mensagem.

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05 de outubro de 2011

Achamos o petróleo do mobile advertising: e ele está na camada pré-sal

por Marcelo Castelo

É fato. O Brasil já ultrapassou os R$ 25 bilhões investidos no mercado publicitário, sendo que as duas principais estrelas deste mercado são a Internet e a TV. A primeira é o canal de mídia que mais cresceu nos últimos anos e, com pouco tempo de vida, já está na 3ª posição, perdendo apenas para os jornais e a imbatível TV, que representa incríveis 60% de todo o bolo publicitário.

Mas qual é a mágica da TV? Conteúdo excepcional e gratuito!! Você senta no sofá da sua casa, vê a final do campeonato de futebol ao vivo e precisa, apenas, assistir alguns anúncios em troca. Sim, anúncios, pois quem paga a conta deste conteúdo gratuito é o anunciante. Este modelo infalível fez com que hoje tivéssemos 97% dos domicílios brasileiros com TV (detalhe: TV plana e grande, entregando uma experiência de marca excelente para o anunciante).

Já a Internet está “vindo por fora”, com taxas de crescimento altíssimas e atingindo este ano mais de R$ 3 bilhões de investimento. Com “apenas” 35% dos brasileiros conectados, seu grande diferencial é a possibilidade de interatividade, segmentação e controle dos resultados. A TV “fala” com milhões de pessoas, mas não permite que você, gostando do anúncio, possa interagir com aquele anunciante. Ou você, como anunciante, tenha a opção de mostrar o seu anúncio de shampoo apenas para as mulheres que estiverem assistindo a novela.

Bom, e o mobile advertising? Este sim pode unir os dois mundos – falar com a massa como a TV e ter os benefícios de interatividade e controle de resultados da Internet. Com 150 milhões de pessoas com celulares na mão, esta conclusão parece óbvia mas, na verdade, este “petróleo” ainda está na camada pré-sal.

Por quê? A resposta é que os grandes veículos de mídia digital (Google, Globo, Record, UOL, Terra, IG, Abril, …) ainda têm um inventário muito pequeno em mobile, quando comparamos com a web. Apenas para exemplificar, um grande portal chega a ter 20 bilhões de impressões mês na web versus 50 milhões no mobile. Obviamente, este inventário mobile vai aumentar muito nos próximos anos com o crescimento absurdo dos smartphones e plano de dados. Mas a Internet no PC também cresce a taxas aceleradas e entrega uma experiência de marca para o anunciante ainda melhor que o mobile, com sua tela grande e maior capacidade de processamento e features dos computadores.

O termo “pré-sal” passa então a fazer sentido, pois, atualmente, quem tem audiência massiva são as operadoras de celular, que falam diariamente com milhões de pessoas em diferentes formatos: SMS, portal de voz, SIMcard… Mas elas, por natureza, não são veículos de mídia e têm uma série de outras prioridades. No entanto, mesmo não sendo prioridade, não dá para abrir mão desse dinheiro dos anunciantes, que entra sempre na última linha dos balanços financeiros das operadoras e não mexe nos créditos dos clientes.

Então, para retirar este petróleo do pré-sal, não tenho dúvida, será preciso a união de uma série de players da cadeia de valor. Para exemplificar esta minha tese, vamos pegar o premiado case da Unilever, que criou uma revista MMS gratuita para os clientes da Claro com conteúdo de saúde, beleza, bem-estar, focada no público feminino. Com apenas três semanas no ar, a revista já tinha 200 mil pessoas inscritas recebendo, semanalmente, esse conteúdo gratuito.

Este projeto só saiu do papel porque existia um anunciante inovador (Unilever), uma agência que conhece o mercado publicitário e de serviços de valor adicionado (F.biz), uma operadora de celular que acredita no potencial do mobile advertising (Claro), um sistema de publicidade que atinge milhões de pessoas (Celltick) e uma integradora capacitada (Pure Bros). Sem qualquer um destes players, dificilmente o case iria para o ar, ainda mais com resultados tão expressivos. Tão importante quanto a presença de todos esses players, foi fundamental que cada um entendesse o seu papel na cadeia de valor e que o momento não fosse perdido e o investimento do anunciante não acontecesse em outros canais de mídia.

Bom, os anunciantes estão chegando, abertos a investir milhões de reais para atingir essa audiência tão qualificada. Com certeza, aqueles que estiverem dispostos a quebrar as dificuldades e colocar suas plataformas em alto mar terão, em um futuro próximo, suas mãos lavadas por um petróleo abundante.

Artigo publicado originalmente no Mobile Time

Tecnologias: Internet Móvel.

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04 de agosto de 2011

Como as marcas podem agregar valor com mobile?

por Marcelo Castelo

Participei, recentemente, do programa Mobile Talk, criado por Fernando Dias, co-fundador do MobileMonday São Paulo e profissional atuante no mercado de mobilidade brasileiro.

A conversa vai desde a venda da F.Biz para o maior grupo de comunicação do mundo, o WPP, até as ferramentas de mobile marketing que agregam valor às campanhas.

Confira nos vídeos abaixo.

Bloco I


Bloco II

Tecnologias: Nenhuma tecnologia cadastrada.

Empresas participantes: Nenhuma empresa participante.

20 de maio de 2010

Um mês sem TV e sem celular! Você é capaz disso?

por Marcelo Castelo

Quais são os aparelhos indispensáveis na vida de uma pessoa? Quais são os aparelhos indispensáveis no seu dia-a-dia? No meu são: celular, computador e TV. Creio que minha resposta não seja diferente da maioria, claro que com um ajuste aqui e outro ali. Talvez o computador perca um pouco a força se passarmos esta pergunta para uma parcela maior da população.

Bom, só para sustentar o meu “achismo”, segue uma pesquisa que aponta quais são os itens mais importantes nas vidas das pessoas. Dados que comprovam a importância dada ao celular pela população não faltam. Ultimamente, matérias na televisão também! Vira e mexe me deparo com alguma reportagem como uma que li recentemente sobre moradores não têm cobertura de operadora de celular, mas possuem o aparelho.

Esta relação entre televisão e celular pode ser dividida em dois caminhos distintos. Um deles é utilizar a televisão como um call-to-action para o celular, seja para participar de uma promoção, incentivar downloads, votar no BBB etc. A outra relação acontece quando o celular pauta a televisão e serve de termômetro da audiência.

Diariamente o Twitter vira um verdadeiro fórum online da televisão. Pessoas comentando a novela, dando dicas de programas que estão passando etc. Grandes eventos televisivos evidenciam ainda mais este fenômeno. Quer exemplo melhor que a final do BBB? Durante todo o programa, fiquei com meu Twitter ligado no celular para acompanhar os comentários das pessoas.

Tinha gente reclamando, pessoas montando suas campanhas com hashtags, as famosas mensagens com # antes das palavras. Outros fazendo observações sobre Bial, Ivete Sangalo e por ai vai… A cada refresh, apareciam cada vez mais tweets e pelo menos 90% deles eram relacionados ao BBB.

Tudo isso sem contar a “participação dos famosos”. William Bonner e Luciano Huck fizeram seus comentários no microblog, Ivete Sangalo tuitou fotos, Luciano Burti, piloto de stock car, fez comentários sobre os bastidores e o Boninho… Opa, esse ai sim foi um grande personagem.

O diretor assumiu o papel importante na rede social. Deu notícias em primeira mão, respondeu leitores, polemizou, fez piadas, recolheu sugestões e até admitiu erros do programa no Twitter.  Aí, quando o programa acabou e estava pronto para ir dormir, me deparo com Tweet sobre o jogo do tenista Roger Federer em outro canal… Lá vou eu trocar de canal e abrir mão de mais uma hora de sono.

Quando acabou o jogo, até esbocei pegar o celular de novo e dar mais uma olhada no Twitter, mas preferi deixá-lo na cabeceira. Vai que tem mais alguém indicando algum bom programa… Se depender do meu celular, eu não durmo!

Se o celular e a televisão fazem parte do dia-a-dia das pessoas de maneira intensa, por que não utilizá-los para atingir o seu público-alvo? Aí começa o outro tipo de relação entre TV e celular que eu havia comentado. Alguns devem estar pensando que eu sou louco… “Como assim Castelo? Todo mundo utiliza a TV para atingir o seu público-alvo!”

A minha pergunta, talvez não tão bem formulada, refere-se à TV e ao celular juntos. Além da relevância com o público, estamos falando de uma ótima solução para otimizar o investimento já feito. Trata-se de aproveitar uma mídia “já comprada” e dar interatividade a ela. Já temos diversos cases de empresas que perceberam isso e “mobilizaram” suas embalagens, anúncios impressos, PDV, TV etc.

Como o assunto aqui é televisão celular. Vamos lá… Um exemplo interessante de como utilizar o celular para dar interatividade a um comercial de televisão foi o case de Trident Fresh. No comercial da campanha, uma garota se apaixona à primeira vista no metrô e assopra o vidro para escrever um telefone de contato. Os “curiosos” que ligassem para o número informado pela atriz (4003-2815) podiam “conversar” com a garota do metrô.

Ao “atender o telefone”, ela dizia a frase: “Alô, já vi que curiosidade é uma qualidade que você tem. Agora, eu quero saber se você também manda bem na hora da conquista”. Nesse momento ela convidava o usuário a deixar o seu xaveco. Os melhores foram exibidos no site www.leveavidamaistrident.com.br. Mesmo sem nenhum call-to-action, a ação atingiu mais de 65 mil ligações em 16 dias, média de quase 4.000 ligações por dia.

Outro exemplo muito bacana de interatividade entre TV e celular vem lá de fora. O Weather Channel (canal de previsões do tempo) lançou um aplicativo para Android. Para realizar a divulgação desse aplicativo, durante a programação do canal era exibido QR code que, quando fotografado, direcionava os usuários para o download do aplicativo.

Ultimamente, os anúncios de promoções via SMS e pin code também vêm invadindo a televisão. Já vimos anunciantes como Unilever, Sadia, Nestlé, Kraft, Seda, Perdigão, Pão de açúcar etc. O que não falta são promoções que explicam suas mecânicas via SMS na televisão.

Todo esse papo de interatividade e otimização de verba é muito bacana, mas será que os resultados também são interessantes? São sim! Prova disso são os anúncios, cada vez mais frequentes, dos agregadores de conteúdo. Seja na TV aberta ou TV a cabo. Quantas vezes você já ouviu “baixe agora o ringtone da Beyoncé!” ou “Baixe já o jogo de Avatar para o seu celular!”? Estes players vivem de mídia de performance, portanto não estariam investindo tanto na televisão, se ela não trouxesse resultado. Além disso, no meio do texto também já dei alguns números impressionantes do case de Trident Fresh.

Como o assunto agora é resultado, creio que o case da promoção “Unilever 80 anos” seja emblemático. Digo isso não só pelo resultado (que foi um sucesso), mas por causa da mensuração (qualitativa e quantitativa) de resultados.

Como a participação na promoção era baseada na internet e no celular, tivemos um controle muito rico de todo plano de mídia da campanha. Tínhamos um monitoramento de participações minuto a minuto, o que nos possibilitava medir o retorno de um anúncio de televisão, por exemplo.

Além disso, fizemos o monitoramento dos envios de SMS (analisamos tudo que vem escrito nos SMS), o que nos ajudou a perceber quais os principais problemas que os usuários encontravam para participar da promoção.

Portanto, além de medir o resultado dos SMS e analisar a efetividade de cada inserção, conseguimos identificar os “ruídos” na comunicação e resolvê-los durante a campanha. Existem outros fatores que não são simples de medir… Um bom exemplo é o case de Trident, foram mais de 65 mil ligações.

Estas 65 mil pessoas já haviam visto o comercial, porém, ao ligar para o número, tiveram um contato muito maior com a marca. O mesmo acontece quando alguém manda um SMS, acessa um mobile site ou faz um download. Não temos como medir, mas estamos falando de um engajamento muito importante e relevante.

Para finalizar, a população consome celular e televisão. Se você utilizar o celular em um comercial de televisão, ele pode ficar mais interessante e proporcionar um maior engajamento com seu consumidor. Os resultados são animadores e ainda servem de base para mensurar as veiculações. Bom, no mínimo, podemos dizer que estamos diante de uma oportunidade muito interessante!

Publicado no AdNews

Marcelo Castelo (twitter.com/mcastelo) é sócio da F.biz e editor-chefe da Mobilepedia.

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05 de maio de 2010

Eleições: campanha no celular sem opt-in não dá

por Marcelo Castelo

Não temos como falar sobre o mundo publicitário em 2010, sem passar por Copa do Mundo e eleições…

Eleições! No ano passado, no evento Efeito Obama, estive com Ben Self, estrategista da campanha digital de Obama e “futuro” responsável pela campanha digital da Dilma Rousseff.

Em sua palestra, Shelf destacou o potencial do celular lembrando as mais de 160 milhões de linhas ativas de celular (números da época, atualmente já passamos dos 175). Chegou até a falar que o “canal” celular só perde para a TV aberta…

Muito bom ouvir esse tipo de colocação, mas devemos ter cuidado e nos atentar a alguns detalhes. Utilizar o celular para atingir as massas deve ser via voz ou SMS e é exatamente por isso que para mim o opt-in é o principal ponto de discussão aqui.

Em relação à voz nem preciso me aprofundar muito, o telemarketing já está aí para pontuar a opinião dos usuários sobre este tipo de serviço. Falando sobre SMS… Imagine só um petista recebendo uma mensagem no estilo “vote Serra” em seu celular. Acho que ele não ficaria muito feliz!

Vou bater na velha tecla: apesar de ser uma mídia de massa, o celular é muito pessoal e isso se agrava quando o assunto é política. Opt-in genérico definitivamente não pode ser levado em consideração quando o assunto é política, religião, sexo ou futebol.

Dentre os players que não gostam de frustrar os usuários de celular, as operadoras aparecem em destaque. Voltando ao exemplo do nosso amigo que recebeu o SMS do “Vote Serra”, se ele fosse reclamar com alguém, com certeza o call-center da operadora apareceria com uma de suas primeiras opções. Por causa disso um projeto de opt-in genérico, além de não agradar os usuários, provavelmente não seria aprovado pelas operadoras!

Uma alternativa que vejo com muito bons olhos é o opt-in ativo, no qual o usuário deve enviar uma determinada palavra-chave para um número curto e assim começará a receber conteúdos via SMS do seu candidato. Por exemplo, quem enviar Serra para 45455, começará a receber SMS com propostas, lembretes de quando o candidato for aparecer em algum canal de televisão, lembrete de visitas do candidato na sua cidade etc.

O assunto das mensagens pode ser segmentado e o tipo de informação oferecida pode ser dos mais variados.

Este formato me lembra muito o Twitter e seus 140 caracteres. Eu, por exemplo, passei a gostar mais do Serra após começá-lo a seguir no Twitter, me senti mais próximo! Inclusive, mesmo com centenas de perguntas, todos os dias ele responde para algum anônimo.

Só para registrar, eu escolhi seguir o Serra e é assim que acho que deve funcionar em relação ao SMS… As pessoas devem escolher de quem querem, ou não, receber as mensagens.

Para divulgar este “serviço”, não faltam oportunidades. Os políticos devem aproveitar e mobilizar todas as mídias que dispõem. Colocar chamadas nos horários políticos, nas propagandas de TV, rádio, no site e por aí vai…

Para mim este opt-in ativo, somado ao formato de “pílula”, é uma solução matadora.

É claro que além dos SMS, temos outros formatos que podem ser explorados pelos partidos. Internet móvel, aplicativos, bluetooth, “santinhos” pelo celular, QR codes. Isso sem contar os diferentes formatos de mídia, se é que eles poderão ser utilizados…

Um bom exemplo, que merece destaque, é o aplicativo do Obama para iPhone. Entre outras funcionalidades, ele se integrava com a agenda do celular e iria selecionando com quais pessoas da sua agenda você já tinha falado na tentativa de convencê-los a votar no Obama. Muito bacana!

Para finalizar, gostaria de falar para todos aqueles que vão trabalhar de alguma maneira em alguma campanha, para que não caiam na “tentação do Malandro”.

Em 2008, o então candidato a vereador pelo PTB, Sérgio Malandro, disparou um “broadcast SMS” convocando os eleitores a votarem nele (obviamente, nenhum deles tinha autorizado o recebimento das mensagens). Confira a mensagem abaixo:

Reparem que a mensagem não veio de um número curto, mas sim de um número de celular com o DDD 31. Provavelmente algum “malandro” utilizou um modem GSM e listas de terceiros para fazer este disparo “fora do radar” das operadoras.

Nem preciso dizer a minha opinião sobre o assunto, né? Além de ser ilegal, o opt-in passou longe desta ação! Existem algumas palavras-chave para a utilização do mobile marketing em campanhas políticas: relevância, frequência, engajamento, etc.

Mas a palavra que não pode sair da cabeça de quem estiver por trás dessas campanhas é “opt-in”!

Publicado no Webinsider

Marcelo Castelo (twitter.com/mcastelo) é sócio da F.biz e editor-chefe da Mobilepedia.

Tecnologias: Aplicativo Mobile, Bluetooth, Código 2D, Internet Móvel, SMS.

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21 de janeiro de 2010

24h Online – A popularização dos smartphones está chegando.

por Marcelo Castelo

Antes da internet móvel, eu ficava em média oito horas por dia conectado. Agora, com o telefone celular, só não estou online enquanto durmo.

Tenho certeza que não acontece só comigo. Sei que o celular modificou o acesso à internet de muitas pessoas.

Diante do movimento gerado pela internet móvel, consigo visualizar dois perfis claros de usuários.

O primeiro, provavelmente pertencente à classe A e B, utiliza, assim como eu, a internet no celular como um complemento: acessa no carro durante o trânsito, esperando reuniões, em casa “durante a novela” etc.

Estamos falando de pessoas do meio corporativo, empresários, pessoas que gostam de tecnologia e que precisam ou querem estar conectados 24h por dia. Muito provavelmente esse cidadão possui um smartphone.

O segundo perfil tem a internet no celular como principal opção de acesso. Este usuário está disposto a navegar em uma interface “ruim”. Quer dizer, ruim para mim, mas para ele significa inclusão digital.

Afinal, há muitas pessoas que só possuem acesso à internet pelo computador em lan house, casas de amigos ou no trabalho. Para elas, o celular é a principal via de acesso, além de ser a única a que podem recorrer a qualquer momento.

Dia desses, ao chegar ao trabalho, pude observar o porteiro do edifício navegando no Orkut pelo celular. O aparelho não era dos melhores e a navegação, idem. Quer dizer… pergunte ao porteiro se ele concorda com a afirmação anterior.

Concordando ou não, a tendência é que essa interface “ruim” passe a fazer parte cada vez menos de nossas vidas. As projeções em relação às vendas de smartphones são bem animadoras, superando inclusive o número de computadores.

Não precisamos ir muito longe para começar a sentir a mudança. Já podemos ver o lançamento de aparelhos cada vez mais amigáveis e (alguns deles) acessíveis.

Os aparelhos já nascem com esse propósito. O MotoCubo é um belo exemplo disso. Além de incentivar a compra por classes mais baixas, aparelhos como este também “convidam” os jovens a começarem a usar smartphones.

É um movimento sem volta. Todo mundo sai ganhando com smartphones: usuários, operadoras e anunciantes.

Os usuários passam a ter um aparelho high-end a um preço mais acessível. As operadoras aumentam o seu ARPU. Prova disso são as diversas iniciativas que vêm realizando para incentivar a venda de smartphones.

O crescimento nas vendas de smartphones tem como reflexo direto o crescimento do acesso à internet móvel. Chegará um momento em que todas as empresas, ou pelo menos aquelas que quiserem manter-se bem no mercado, serão obrigadas a investir na internet móvel.

Segundo especialistas entrevistados pelo Pew Internet, o celular será, em 2020, a forma primária de acesso à internet para a maioria das pessoas.

Os grandes portais já estão de olho. Todos eles estão presentes na internet móvel. E o mesmo acontece com alguns anunciantes.

Porém, ainda há muita gente e muitas empresas que precisa correr atrás. As construtoras, por exemplo, deveriam obrigatoriamente ter um site móvel, pois o seu “produto” tem tudo a ver com localização. E localização tem tudo a ver com o celular.

O futuro da internet móvel é promissor e seu presente já é bem interessante. Quem conseguir enxergar isso antes já terá vantagens competitivas.

Publicado no Webinsider

Marcelo Castelo (twitter.com/mcastelo) é sócio da F.biz e editor-chefe da Mobilepedia.

Tecnologias: Internet Móvel.

Empresas participantes: F.biz.

29 de novembro de 2009

Como o Twitter ajuda o mercado de mobile marketing

por Marcelo Castelo

Como trabalho com mobile há algum tempo, já cansei de ouvir perguntas do tipo: “Castelo, eu vou comprar um celular. Qual é o melhor?” e “Castelo, vou trocar de operadora. Que plano devo fazer?”. Nos últimos tempos, surgiu uma nova pergunta: “Castelo, como eu faço para usar o Twitter no meu celular?”.

Essa pergunta e as possíveis respostas para ela me motivaram a escrever este artigo. Voltando a pergunta acima, ela pode ter diferentes respostas:

- Acesse o m.twitter.com

- Baixe um aplicativo para o seu aparelho

- Utilize algum serviço de SMS

Um ponto interessante é que muitas dessas pessoas que me fizeram a tal pergunta, nunca haviam baixado um aplicativo para celular e o fizeram pela primeira vez por causa do Twitter. O mesmo acontece em relação ao acesso à internet móvel.

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Tecnologias: Aplicativo Mobile, Bluetooth, Internet Móvel, Rede Social Móvel.

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12 de outubro de 2009

Tempo de alerta

por Marcelo Castelo

Acalmem-se! Afinal, este não é mais um texto sobre gripe suína, crise econômica ou situação política do Flamengo. O alerta não é um S.O.S, mas, sim, sobre o SMS. Antes de me aprofundar no assunto, vamos repassar alguns números no Brasil:

- Hoje são mais de 160 milhões de linhas ativas de celulares no Brasil

- Cerca de 70% da população utiliza aparelho celular

- Outro destaque: 100% dos aparelhos são SMS enable (ou seja, recebem/enviam SMS)

- A taxa de abertura de SMS é de 94% – percentual absurdamente maior em comparação com o e-mail, que tem variação em média de 5% a 15% (mais…)

Tecnologias: SMS.

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29 de setembro de 2009

Mobilizando outras mídias

por Marcelo Castelo

O ramo de atividade da maioria das agências de publicidade muitas vezes é definido por uma “linha”. Temos online, off-line, below the line, above the line, etc. Creio que a tendência é que essas linhas sejam cada vez mais tênues. A publicidade estática tende a se tornar dinâmica e interativa com essa integração. O celular tem um papel importante nesse “mix de linhas”. Ele pode ser o joystick da comunicação!

A tendência que me refiro neste texto não está relacionada a um futuro distante. Prova disso é que já temos ótimos exemplos de integração por aqui. Em 2008, O Banco do Brasil aproveitou os anúncios impressos de sua campanha de final de ano para incentivar o download no celular da música tema dos seus comerciais de TV. Bastava enviar, via SMS, a palavra-chave “BB” para o número 30120 para receber o link para o download.

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Tecnologias: Internet Móvel, SMS.

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13 de julho de 2009

O m-commerce tem um desconto especial para você

por Marcelo Castelo

Se, ao ler o título deste artigo, você pensou “m-commerce não funciona, nunca comprei nada pelo celular e não conheço ninguém que comprou”, então, continue lendo, pois você pode ter boas surpresas.

Ou melhor, você pode, como eu, ter uma nova visão sobre o conceito de m-commerce.

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Antes de entrar no detalhe de m-commerce, vale dividir alguns números sobre o e-commerce brasileiro em 2008, que correspondeu a um faturamento de R$ 8,2 bilhões (30% superior que 2007), atingiu 13,2 milhões de compradores (39% maior que valor de 2007) e teve entrada emblemática das Casas Bahia e Wal-Mart neste “novo” mundo.

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