21 de janeiro de 2010
24h Online - A popularização dos smartphones está chegando.

Antes da internet móvel, eu ficava em média oito horas por dia conectado. Agora, com o telefone celular, só não estou online enquanto durmo.
Tenho certeza que não acontece só comigo. Sei que o celular modificou o acesso à internet de muitas pessoas.
Diante do movimento gerado pela internet móvel, consigo visualizar dois perfis claros de usuários.
O primeiro, provavelmente pertencente à classe A e B, utiliza, assim como eu, a internet no celular como um complemento: acessa no carro durante o trânsito, esperando reuniões, em casa “durante a novela” etc.
Estamos falando de pessoas do meio corporativo, empresários, pessoas que gostam de tecnologia e que precisam ou querem estar conectados 24h por dia. Muito provavelmente esse cidadão possui um smartphone.
O segundo perfil tem a internet no celular como principal opção de acesso. Este usuário está disposto a navegar em uma interface “ruim”. Quer dizer, ruim para mim, mas para ele significa inclusão digital.
Afinal, há muitas pessoas que só possuem acesso à internet pelo computador em lan house, casas de amigos ou no trabalho. Para elas, o celular é a principal via de acesso, além de ser a única a que podem recorrer a qualquer momento.
Dia desses, ao chegar ao trabalho, pude observar o porteiro do edifício navegando no Orkut pelo celular. O aparelho não era dos melhores e a navegação, idem. Quer dizer… pergunte ao porteiro se ele concorda com a afirmação anterior.
Concordando ou não, a tendência é que essa interface “ruim” passe a fazer parte cada vez menos de nossas vidas. As projeções em relação às vendas de smartphones são bem animadoras, superando inclusive o número de computadores.

Não precisamos ir muito longe para começar a sentir a mudança. Já podemos ver o lançamento de aparelhos cada vez mais amigáveis e (alguns deles) acessíveis.
Os aparelhos já nascem com esse propósito. O MotoCubo é um belo exemplo disso. Além de incentivar a compra por classes mais baixas, aparelhos como este também “convidam” os jovens a começarem a usar smartphones.

É um movimento sem volta. Todo mundo sai ganhando com smartphones: usuários, operadoras e anunciantes.
Os usuários passam a ter um aparelho high-end a um preço mais acessível. As operadoras aumentam o seu ARPU. Prova disso são as diversas iniciativas que vêm realizando para incentivar a venda de smartphones.
O crescimento nas vendas de smartphones tem como reflexo direto o crescimento do acesso à internet móvel. Chegará um momento em que todas as empresas, ou pelo menos aquelas que quiserem manter-se bem no mercado, serão obrigadas a investir na internet móvel.
Segundo especialistas entrevistados pelo Pew Internet, o celular será, em 2020, a forma primária de acesso à internet para a maioria das pessoas.
Os grandes portais já estão de olho. Todos eles estão presentes na internet móvel. E o mesmo acontece com alguns anunciantes.
Porém, ainda há muita gente e muitas empresas que precisa correr atrás. As construtoras, por exemplo, deveriam obrigatoriamente ter um site móvel, pois o seu “produto” tem tudo a ver com localização. E localização tem tudo a ver com o celular.
O futuro da internet móvel é promissor e seu presente já é bem interessante. Quem conseguir enxergar isso antes já terá vantagens competitivas.
Publicado no Webinsider
Marcelo Castelo (twitter.com/mcastelo) é sócio da F.biz e editor-chefe da Mobilepedia.
Tecnologias: Internet Móvel.
Empresas participantes: F.biz.





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Ótima matéria! Que venham smartphones mais baratos em 2010! Que os fios dos telefones, dos pcs e da internet vão nos abandonar em breve ninguém tem dúvida, só espero que os fios da eletricidade tb sumam rápido, pois infelizmente as baterias não acompanharam o ritmo desta evolução tecnológica e da mobilidade :(