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18 de março de 2008

Bluetooth marketing - visão geral

Por: Terence Reis MMA

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Das ações de mobile marketing que vemos acontecendo no Brasil, uma grande parte tem o bluetooth como componente. Seja exclusivamente ou como parte de uma campanha maior, acabou por merecer até mesmo sua categoria: bluetooth marketing.

Em junho de 2005, trouxemos o primeiro aparelho do tipo para o país. Era um dispositivo da Hypertag, e a entrega de conteúdo era feita apenas por infravermelho. Na época, a Motorola e a Ericsson eram as únicas empresas que davam suporte ao bluetooth. A Nokia e a Siemens usavam o infravermelho como ferramenta de comunicação entre dispositivos. Os números de aparelhos no mercado justificavam a opção.

Em maio de 2006 a Hypertag lançou seu primeiro aparelho com bluetooth. Outras empresas -Bluecell, Kameleon , Qwikker – já estavam no mercado, e apenas a Bluecell com um modelo de uso semelhante, que é por sinal o que praticamente todas empresas usam hoje. As outras empresas apostavam na entrega de um aplicativo para que se iniciasse a interação. Em junho de 2006 estimávamos uma base de usuários de 10% – com muito otimismo. Em outubro de 2006 houve as três primeiras ações comerciais: a campanha do Bradesco no Aeroporto de Guarulhos, realizada pela Tellvox; a Toyota no Salão do Automóvel (Movile); e a VW também no Salão do Automóvel (Almap).

Os números, desde então, aumentaram muito. De empresas, de campanhas, de downloads, de base de aparelhos e usuários. No primeiro semestre de 2007 eu poderia informar todas as empresas no mercado e seus diferenciais – hoje em dia, impossível. Clique aqui e cuidado para não se perder.

O interessante é que os problemas permaneceram. E não são exclusivos do Brasil, encontramos no exterior os mesmos problemas – enfraquecendo as explicações baseadas no relativo atraso do mercado nacional. Implícito nesta visão está o entendimento de que, com a evolução do mercado, os problemas desaparecerão. No entanto, acredito que não apenas os problemas não irão desaparecer, como na verdade aumentarão. Há um desafio – que muitos parecem esquecer – que encerra problema latente: a evolução tecnológica.

Uma empresa que se apresenta como bluetooth marketing comete erro estratégico. O bluetooth deve ser entendido como a tecnologia mais comum no desenvolvimento de ações de marketing de proximidade: distribuição wireless de conteúdo publicitário ou promocional, associada a determinado local. Dentro deste conceito, o bluetooth passa a ser uma tecnologia que capacita esta distribuição – a mais popular e comum, mas não imune à competição. NFC e Wifi sendo as principais concorrentes.

É importante notar que há convergência: a versão 2.1 do bluetooth vai permitir a integração com NFC; no primeiro semestre de 2009 será lançado um chip com bluetooth e Wifi integrados em um módulo único. Em algum momento todos aparelhos possuirão Wifi. E ao mesmo tempo, os principais locais de interação – shoppings, aeroportos, cafés, grandes eventos – com certeza possuirão seus hotspots.

Mas enquanto isto não acontece, vale observarmos os problemas existentes hoje, baseado em uma reportagem da New Media Age, publicação britânica sobre mídia digital. O tema central da reportagem é: Por que o bluetooth marketing ainda não aconteceu? E continua: “por muito tempo o bluetooth marketing esteve quase a ponto de se tornar uma mídia mainstream. E no entanto, as campanhas e redes existentes são, quando muito, irregulares.” Para entender, foram consultados executivos das principais empresas de mídia outdoor (Kinetic , Clear Channel , JC Decaux) e que, pelo menos no Reino Unido, representam os principais players no setor de marketing de proximidade. Diversas razões foram listadas:

- Necessidade de ativação do bluetooth pelo usuário (gerando passos que criam ruidos na comunicação);

- Acusações de ser uma prática muito próxima ao spam;

- Baixa escalabilidade – problemas reais ao lidar com altos volumes de interação;

- Sensibilidade alta ao ambiente, que pode prejudicar a performance;

- A administração de campanhas em larga escala é complicada;

- Conteúdo de baixa qualidade ou relevância (o ônus aqui coube às agências de publicidade)

É sintomática a declaração do diretor de marketing da JC Decaux Airport: “os clientes não estão exatamente demandando ações com bluetooth e estamos questionando o real potencial da tecnologia.” Mas apesar do cenário pessimista que foi traçado, as empresas do setor continuam apostando: “o uso do bluetooth permite o desenvolvimento de campanhas confiáveis, mensuráveis e eficientes, com uma experiência positiva para os usuários e retorno para os anunciantes”, é o discurso comum.

Enfim, encontramos um cenário – de problemas e perspectivas – que poderia ser transportado para o mercado nacional sem se perder na tradução. Só que este era o mercado que é supostamente o mais desenvolvido. Vamos seguir o mesmo caminho – e portanto estamos diante de mais um bom tempo pela frente até o uso do bluetooth se tornar algo realmente mainstream – ou pegamos um atalho sem perceber? Quanto mais tempo levarmos, maior a ameaça de substituição tecnológica, a resposta é relevante.

Por fim, é interessante notar como no Reino Unido foi criada uma cadeia de valor transparente no segmento de marketing de proximidade, onde há empresas especializadas no desenvolvimento do hardware e do software e cujo cliente final são principalmente as empresas de mídia outdoor – pela sua capacidade de distribuição. As empresas de mídia outdoor, por sua vez, são a interface com as agências de publicidade. Este panorama é nada semelhante à confusão que reina no mercado brasileiro – com seus “patchworks” de antenas e PCs que contribuem muito mal para os desafios que existem.

Tecnologias: Bluetooth.

Empresas participantes: Nenhuma empresa participante.

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Comentários:

Gabriel Monteiro 20 de maio de 2010

Goste muito da mátéria. Muito interessante. Eu adquiri um KIT BLUETOOTH MARKETING neste site: http://bluetoothmarketing.webhoje.com/ e achei muito interesante, é um ótimo programa. Recomendo para que quiser utilizar bluetooth marketing.

Fábia Oliveira 16 de abril de 2010

Tudo que é novo vai se aperfeiçoando. Eu acho um máximo e vejo várias aplicações pra isso. Você acessar um cardápio do restaurante, saber a sugestão do chefe, promoções, no shopping, centro de convenções, nos eventos, campanha política etc. Se o marketing não pegou e tem tantos problemas, é porque vocês que são de agências e programadores de software são ruins de serviço rssssssssssss. Só fazer campanha que presta e enviar de uma maneira que presta e dá pra acessar kkkkkk . Será que isso é TÃO DIFICIL ASSIM? A idéia é genial. Eu aprovo e logo vai ser propagado.

[...] Clique aqui e leia o artigo completo. Duvido você seguir a gente no Twitter! [...]

Dante Ramos 29 de julho de 2009

"Este panorama é nada semelhante à confusão que reina no mercado brasileiro - com seus “patchworks” de antenas e PCs que contribuem muito mal para os desafios que existem." - O mercado Brasileiro está cheio de soluções amadoras, antenas que não funcionam, softwares nada amigáveis, enfim, verdadeiras "gambiarras". Para quem quer se beneficiar neste mercado é importantíssimo procurar soluções profissionais e também agências de publicidade com experiência no assunto. Sucesso a todos! Dante Ramos www.scrollbox.com.br - mudando valores

Yalle 26 de junho de 2009

Olá Amigos, O que o Fabiano falou é extremamente interessante. E verídico. Vemos muito esse problema com nossos clientes. E acho que o mais importante é mostrar as verdadeiras expectativas. Indico também nossa ferramente bluetooth para vocês www.brtecno.com/bluetooth Abraços

Bruna Hortalina 23 de março de 2009

Bom Dia! Estou fazendo um trabalho acadêmico sobre MKT Diagital via Bluetooth, estamos montando um plano de negócio - uma agência de MKT. Se possível gostaria de receber informações e comentários sobre o oportunidades e ameaças referente ao assunto! Agradeço muito!!!!

Fabiano 22 de março de 2009

Terence, Concordo com você sobre o fato de que existem diversas barreiras para que o bluetooth decole como ferramenta de marketing de proximidade no Brasil e no mundo. Mas olhando para 2005, 2006, 2007, 2008, podemos notar uma grande evolução tecnologica e de pertinência das tecnologias (bluetooth e wifi) embarcadas nos celulares. Em 2008, de acordo com a Teleco, o número de celulares com a tecnologia bluetooth embarcada no Brasil foi de aproximadamente 56%, ou seja, 85 MM de aparelhos aptos a receberem conteúdos, aplicativos e jogos. Existem previsões otimistas de que ao final de 2010 tenhamos uma base de mais de 90% de aparelhos com bluetooth e ou wifi embarcados. O fato, muito bem mencionado por você que torna esta oportunidade um verdadeiro pesadelo são os “patchworks” de antenas e PCs que contribuem muito mal para os desafios que existem." Venho tentando a algum tempo "educar" nossos parceiros e clientes a buscarem qualidade e especialização em primeiro lugar. Encontro muitas situações aonde o Bluetooth e wifi foram "literalmente queimados" por conta do mau uso das tecnologias, ou ainda pela criação de falsas expectativas. Ou seja, mais trabalho ainda para reeducar e mostrar as vantagens do marketing de proximidade para todos na cadeia de valor. A questão mais importante (levantada por você), na minha opinião, é sobre a criação desta cadeia de valor transparente em um mercado cheio de "aventureiros" com suas soluções de "fundo de quintal". Mas continuamos trabalhando e acreditando que devemos nos destacar diferenciando nosso trabalho através novas aplicações de interatividade para as tecnologias do marketing de proximidade. Abração. Fabiano

Coca-cola e Bluetooth Marketing 03 de agosto de 2008

[...] via Twitter a me conceder uma micro-entrevista pelo Google Talk. Ela me contou que isso se chama Bluetooth Marketing, estratégia em que as empresas disponibilizam conteúdo gratuito relacionado a seus produtos e [...]

[...] via Twitter a me conceder uma micro-entrevista pelo Google Talk. Ela me contou que isso se chama Bluetooth Marketing, estratégia em que as empresas disponibilizam conteúdo gratuito relacionado a seus produtos e [...]

Terence 20 de março de 2008

Oi André, os artigos prosseguem! O site vai ser enriquecido gradualmente, como quem acompanha já está vendo. Sobre tecnologias concorrentes, nós temos NFC - cuja implementação em celulares é vista como o mecanismo ideal para m-payment - e Wifi. Das duas, apenas Wifi está sendo avaliado até mesmo pelas empresas que desenvolvem soluções de bluetooth. É só manter um olho no futuro. No presente e mesmo no futuro próximo, bluetooth continua como opção única.

Andre Dias 20 de março de 2008

Boa tarde.Resido em Portugal e estou estruturando uma agencia de mobile marketing e uma rede bluetooth no meu pais.Considero que o mercado do mobile marketing no Brasil está bastante mais desenvolvido que o portugues e como tal sou um seguidor assiduo do mobile pedia.Gostaria de saber se o Terence Reis tem alguma ideia de qual será o genero de tecnologia que poderá substituir o bluetooth como referiu no artigo "bluetooth marketing - visao geral".Gostaria tambem de referir que considero que o vosso site teria ainda mais valor se postassem mais artigos.Continuem com o vosso exelente trabalho.Abraços. Andre Dias

Daniel Vieira 19 de março de 2008

Muito boa a matéria, parabéns! Tem sido uma constante receber briefings de agências interessadas em bluetooth marketing, mas ainda é preciso desenvolver um trabalho de concientização entre desenvolvedores, clientes e agências. Até mesmo os consumidores tem dificuldade de participar de ações deste tipo. Mas este é o nosso trabalho, facilitar a compreensão e auxiliar no desenvolvimento de projetos.

Pedro Macedo 18 de março de 2008

Terence, Perfeita sua análise. Acho que Bluetooth ainda vai ser, por muito tempo, o melhor canal para fazer marketing de proximidade. Uma nova tecnologia, quando essa surgir, sempre passará pelo problema de adesão do público até formar uma massa crítica que se justifique mudar para ela e abandonar a última. No entando é necessário dosar quando usar e como usar essa tecnologia, assim como todas as outras que dão suporte ao mobile mkt (java, wap/xhtml, sms, mms, etc.) domando a excitação do anunciante. É difícil. :)

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