31 de março de 2008
Conte sua vida em 138 caracteres, Projetos Mobile – Um mundo à parte
Quem está de fora, não imagina que este mundo em 138 caracteres é tão complexo. Hoje quando falamos em projetos, temos a idéia clara de etapas a serem cumpridas, processos, etc. Mas isso funciona para projetos Mobile?
É uma pergunta que me faço todos os dias, principalmente em projetos quando a demanda é externa. Muitas vezes vinda de pessoas ou empresas que não tem conhecimento no mercado Mobile. Hoje, o desafio é entender como moldar os processos e assim melhorar as entregas.
ASAP virou um jargão muito utilizado no dia-a-dia, praticamente é sempre o deadline de qualquer projeto. Existem diversos Gerentes de Projeto e nenhum “dono” do projeto, a etapa de planejamento ocorre quando o fornecedor já recebeu o deadline (ASAP) e ainda está aguardando pelo escopo do produto, que será enviado pós-ASAP. Em um parágrafo, consegue-se ver onde quero chegar. Na maioria das vezes quem demanda ou fecha o escopo com o cliente são empresas que ainda não tiveram contato com o mercado Mobile e, na hora de apresentar uma idéia ou vender um projeto, acaba fazendo analogia com o mundo que eles conhecem, principalmente Web. Já recebi projetos vindo de terceiros onde tínhamos um texto com 300 caracteres, simplesmente para informar ao cliente que “seu exame está pronto”. Ou então recebi escopos, digamos “pseudo-escopos”, onde a descrição era um produto simples e perto da data de entrega (ASAP) esse produto simples torna-se um produto complexo.
Mas não está certo reclamar e cruzar os braços, temos é que nos adaptar e tomar as rédeas em situações como estas. Ainda não encontrei a fórmula milagrosa, como sei que também não existe esta fórmula em qualquer tipo de projeto, mas posso chegar a algumas conclusões simples.
Eu entendo que o erro está nos dois lados, começando por quem é realmente a “dono” do projeto. Em resumo, esta pessoa/empresa simplesmente encontrou um fornecedor, sentiu-se segura e não se preocupou em definir os pontos mais importantes do projeto como: definir escopo com o detentor da tecnologia e, não pular a etapa de planejamento.
Em contrapartida, o fornecedor não deveria agir como simples fornecedor, principalmente por se tratar de um projeto onde ele sabe que a contratante não conhece as particularidades do negócio. Ele deveria, sim, assumir o papel de Gerente do projeto, definir o escopo e literalmente ser o “dono” do projeto, direcionando a contratante e informando sobre estas particularidades.
Sei que ainda há muito trabalho pela frente, mas sei que a cada dia que passa conseguimos trazer os clientes mais próximos deste mundo de 138 caracteres. (138 Caracteres é uma analogia aos primeiros projetos Mobile, SMS puros. Hoje conseguimos contar um pouco mais de nossa história em outros ambientes mobile)
Tecnologias: Nenhuma tecnologia cadastrada.
Empresas participantes: F.biz.




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Creio que dentro das práticas de gerenciamento de projetos, nós da área de Mobile vivemos um cenário bastante adverso. Projetos numerosos, tempo de implementação curto, envolvimento de muitas pessoas de diversas empresas parceiras, que por sua vez nem sempre vêem na tecnologia móvel um meio, mas sim um fim. Há obviamente quem se destaca, criando projetos orientados a um conceito, investindo tempo na etapa de planejamento e definição de escopo.