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12 de outubro de 2009

Tempo de alerta

Por: Marcelo Castelo

Acalmem-se! Afinal, este não é mais um texto sobre gripe suína, crise econômica ou situação política do Flamengo. O alerta não é um S.O.S, mas, sim, sobre o SMS. Antes de me aprofundar no assunto, vamos repassar alguns números no Brasil:

- Hoje são mais de 160 milhões de linhas ativas de celulares no Brasil

- Cerca de 70% da população utiliza aparelho celular

- Outro destaque: 100% dos aparelhos são SMS enable (ou seja, recebem/enviam SMS)

- A taxa de abertura de SMS é de 94% – percentual absurdamente maior em comparação com o e-mail, que tem variação em média de 5% a 15%

Está mais do que provado que tanto o celular quanto o SMS já fazem parte da vida das pessoas. Exemplos? Um jogador de futebol francês foi cortado da Copa do Mundo porque paquerou a mulher do técnico via SMS. Um piloto de Fórmula 1 foi demitido por ter enviado de forma errada uma mensagem de texto. Pode parecer incomum, mas já existem pessoas contratando profissionais por SMS. Até o presidente dos EUA, Barack Obama, anunciou o seu candidato a vice via SMS.

Mas alguém vai me questionar: a televisão, o computador e o rádio não fazem parte deste dia-a-dia? A minha resposta é sim, fazem e podem atingir a massa também, mas nenhum deles está com o usuário 24 horas por dia e sete dias por semana. Nenhum deles é capaz de atingir os espectadores a qualquer momento e, principalmente, nas ocasiões mais relevantes.

É por essas e outras que eu gostaria de destacar o SMS como uma ótima ferramenta para comunicação de massa. Melhor ainda: ao mesmo tempo em que o SMS consegue atingir um grande número de pessoas, ele é extremamente pessoal. Em relação à comunicação com o público interno e o trade, o SMS ganha ainda mais força, já que, pelo menos a princípio, não faz muito sentido veicular um anúncio na TV para se comunicar com esse target.

A Kibon, por exemplo, com o objetivo de aumentar o volume de vendas, incentivar a distribuição de itens de alto valor agregado e melhorar a comunicação com os estabelecimentos, lançou a promoção “Verão Premiado” e o SMS foi um componente muito importante. As mensagens personalizadas exigiam uma instantaneidade que só o SMS poderia permitir. Não dava para correr o risco de mandá-las por e-mail e o dono do estabelecimento só conseguir vê-las no dia seguinte. A Brastemp também já apostou no SMS para estimular seus vendedores numa campanha de incentivo de vendas. Mensagens de texto eram enviadas para informar a pontuação do vendedor e ajudá-lo a subir no ranking. Ex: “Fabio, você está em 5º lugar com 120 pontos. Venda mais 3 geladeiras para subir de posição”.

A prestação de serviço via alerta SMS também é prática comum em algumas empresas. Com isso, elas conseguem proporcionar comodidade para os usuários e diminuir custos internos. A Net, por exemplo, envia SMS para alertar seus clientes quando estão realizando manutenções na rede. O aviso, além de útil para o consumidor, pode evitar que diversos usuários liguem para o call center da empresa quando o problema acontecer.

net-sms.

O Banco Real também disponibiliza um serviço móvel bem interessante. Os clientes podem receber um SMS a cada vez que seu cartão for utilizado em compras acima de um determinado valor escolhido pelo próprio cliente. Além de ajudar seus clientes a controlar os gastos, o serviço os auxilia a identificar rapidamente se o seu cartão foi clonado, o que pode diminuir o tamanho do prejuízo para o banco.

Já os clientes da Ford, quando precisarem utilizar o call center da montadora, podem optar por receber o número de protocolo via SMS. Além do número de protocolo, o SMS contém a data do pedido e o nome da atendente, deixando o serviço mecânico de call center um pouco mais pessoal. Faculdades como Uninove, ESPM e Estácio de Sá já utilizam mensagens de texto para se comunicar com os alunos, informar sobre eventos, mensalidades, datas de provas, classificação no vestibular, entre outros assuntos.

sms-espm

Sobre conteúdos patrocinados, temos exemplos interessantes também. Em 2006, a Nestlé lançou a campanha “Torcer Faz Bem”, que consistia na troca embalagens de produtos da marca por ingressos em determinados jogos do brasileirão. Em Belo Horizonte, a partir de uma parceria com a TIM, a Nestlé ofereceu um serviço exclusivo no qual os usuários podiam receber gratuitamente, via SMS, a classificação do Campeonato Brasileiro todo fim de semana. Assim, além da classificação do campeonato, a Nestlé aproveitou o SMS para informar quando seria o próximo jogo com promoção. Ex: “Jogo Cruzeiro x Fortaleza – troque embalagens Nestlé por ingressos. Classificação: SPO 53, SAN 46, GRE 45, INT 44…”. Em 2008, a partir de uma parceria com o UOL, a Fiat disponibilizou a assinatura gratuita de alertas SMS com notícias e resultados das Olimpíadas de Pequim.

fiat-alerta-sms-olimpiada

Não é só de esportes que vivem os alertas patrocinados. A Chandelle lançou uma campanha voltada ao público feminino. Ao acessar o canal Vida Feminina do portal ClicRBS, as interessadas podiam cadastrar o seu número de celular para receber mensagens com dicas de beleza, saúde, moda etc.

No final do dia, independentemente do formato escolhido e do público que a empresa pretende atingir, existem duas palavras-chave para o relacionamento com o público via SMS, relevância e opt-in. O celular é um aparelho extremamente pessoal e não podemos bombardeá-lo com mensagens que o usuário não sabe de onde vêem e/ou que não sejam relevantes. Dados e cases já apontam a direção. Independentemente do ramo de atuação de uma empresa e com quem ela deseja se comunicar, o SMS será sempre uma solução interessante.

Marcelo Castelo (twitter.com/mcastelo) é sócio da F.biz e editor-chefe da Mobilepedia.

Publicado na edição de setembro da revista Carreira & Negócios.

setembro_revista-carreira-negocios.jpgsetembro_revista-carreira-negocios-1.jpg

(Clique nas imagens para ampliá-las)

Tecnologias: SMS.

Empresas participantes: Nenhuma empresa participante.

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Comentários:

O SuperMobile em: O mundo em seu bolso. 26 de fevereiro de 2010

[...] com seus consumidores. Não há limitações para este super herói. (http://www.mobilepedia.com.br/artigos/tempo-de-alerta Leia mais) Enviar a um amigo | Comentar Este artigo foi aprovado por 1 de 1 pessoas. Nome * [...]

Dani Porto 15 de outubro de 2009

Castelo, excelente artigo. Precisamos divulgar o SMS cada vez mais pq ainda é pouco utilizado perto do seu potencial. Ricardo, se vc comparar o custo do SMS com o custo de uma P.A. vai ver que o SMS é infinitamente mais barato. Fora, isso, ele permite economizar em muitas outras frentes dentro de uma empresa. Sem falar na possibilidade de ter resultados e informações online. Como o caso de uma promoção... pense e compare o custo de um selo com o custo de um SMS, sem falar na comodidade e facilidade para o consumidor. Já para empresa então... imagina contabilizare as cartas, saber de onde são as participações, etc. Via carta, impossível. Mesmo "caro" pq em comparação com outros países, realmente ele é, o SMS ainda é sinônimo de muita economia para maioria dos negócios, não há dúvidas.

Ricardo 13 de outubro de 2009

SIM o SMS é a principal tecnologia disponível para mobile marketing, ou qualquer outra forma de relacionamento com cliente, o problema é o custo.

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