Assim como fiz com Leo Xavier, aproveitei a visita de Luiz Santucci na F.biz para fazer algumas “perguntas básicas”. Essa não é a primeira vez que Santucci dá uma entrevista à MobilePedia. Na primeira ele respondeu como presidente da AMMB (cargo que ainda ocupa). Agora é a vez de falar como vice-presidente de vendas e distribuição da CycleLogic.

Segue a entrevista:
Qual é o foco da CycleLogic hoje? Ser uma integradora ou produtora de conteúdo (em virtude do Torpedo Info)?
Na verdade, ser produtora de conteúdo sempre foi o core business da CycleLogic. Desde 1998 desenvolvemos conteúdos de texto e download (pela então Starmedia Mobile) e, em 2001, já como CycleLogic, apesar de não produzirmos conteúdos de download nos tornamos uma das maiores produtoras de texto SMS, atingindo aproximadamente 32 milhões de mensagens por mês. Quanto a ser uma integradora, sim, hoje oferecemos conectividade a diversas empresas que disponibilizam serviços mobile.
A CycleLogic está há bastante tempo no mercado. Por que vocês ainda não têm integração direta com todas as operadoras?
Isso é verdade, porém participamos de concorrências e RFPs oferecendo serviço de mobilidade. Somos vencedores, já que possuímos diversos projetos através de LA’s próprios em 100% das operadoras. Apesar de duas delas – por determinação e modelo de negócio – ainda não estarem tecnicamente conectadas nossos contratos estão assinados e estamos próximos de uma conexão direta com elas.
Qual é o diferencial da CycleLogic em relação às suas concorrentes quando o assunto é ser um integrador?
Nosso diferencial é ser transparente com nossos clientes sobre a tal conexão com “todas as operadoras” e temos mostrado a eles que isso não é o mais importante. Temos LA’s próprios para todos os tipos de projetos, como interatividade, mobile marketing e download. Utilizamos a competência dos nossos colaboradores no atendimento aos clientes, sempre com os melhores serviços e aplicações, além de oferecermos um acompanhamento desde seu desenvolvimento até o recebimento junto às operadoras, utilizando ferramentas e relatórios de alta qualidade; sempre mantendo transparência total nos recebíveis.
Quais são as soluções de mobile marketing que vocês já venderam?
As principais foram SMS interativo, Pin Code, Download de Aplicações, Sites Wap, Aplicações Web, Bluetooth e Torpedo de Voz; todos desenvolvidos para grandes marcas e agências. Muitos desses cases já foram cobertos pela Mobilepedia.
Na sua opinião, o que falta para o mobile marketing estourar no Brasil?
Primeiro é definir dentro dos atuais modelos de negócio a estrutura da cadeia que envolve esses projetos. Essa é nossa tarefa. Sabemos que já existem alguns movimentos das operadoras, mas essa missão tem que envolver também as agências digitais e convencionais – online e off-line – buscando o crescimento dos atuais percentuais de investimentos das grandes marcas em mídia digital, elaborando projetos com a força da convergência que mostra sinais de evolução exponencial.
Tivemos no ano passado a compra da Okto pela Spring e ouvimos boatos de outras possíveis compras. Você acha que tem muito integrador nesse mercado e que fusões/aquisições irão acontecer de fato?
O que eu penso é que esse processo de compras e fusões de empresas sempre acontece quando temos algum mercado em crescimento, como é o nosso. É o processo natural de acomodação. É difícil dizer se existem muitos ou poucos porque, se somos “integradores”, falta a definição exata do que é um integrador. Se é uma empresa que tem conexão direta ao SMSC das operadoras, então temos somente duas atualmente no Brasil.