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09 de novembro de 2012

MEF Americas 2012

por Rafael Magdalena

Entrevista com Rafael Pellon, General Manager MEF LATAM, sobre o evento MEF Americas 2012 que acontecerá nos dias 4 e 5 de Dezembro de 2012 em Miami.

Mais informações sobre o evento em http://www.mefamericas.com.br

1. O que esperar do MEF Americas desse ano?

É o principal evento sobre Conteúdo e Comércio da indústria Mobile nas Américas. A cada ano buscamos melhorar o evento, implementando as idéias dos participantes e membros do MEF. Para 2012, esperamos mais de 300 empresas de vários segmentos e líderes deste mercado, contanto com palestrantes de alta categoria, que debaterão as últimas notícias e tendências desta indústria.

2.  Qual será a grande diferença do evento desse ano para os demais realizados?

Teremos duas grandes mudanças, focando mais em networking entre os membros e visitantes e maior participação dos patrocinadores que irão ao evento. Contaremos este ano com a presença de associações como Great Wall Club, que trará uma missão de empresários chineses para o evento, além da presença de empresas da America Latina e America do Norte. LATAM estará representada, principalmente pelo Brasil, México, Chile, Peru, Venezuela, Guatemala, Argentina e Uruguai. Uma outra novidade interessante será a competição de start-ups, onde os membros poderão ter acesso a ideias inovadoras de empresas oriundas do mundo digital, podendo destacar e premiar as melhores iniciativas. Por fim, este ano o evento está mais consolidado, sendo esta a terceira edição consecutiva, a qual contará com mais atrações e foco na discussão das mudanças da indústria móvel.

3. Qual a expectativa do MEF com relação a participação de empresas regionais, globais etc?

Teremos grande participação de empresas internacionais, com presença de mais de um país na America Latina e grandes grupos da indústria digital da America do Norte e Europa. A maioria dos participantes ocupa cargos de direção, vice presidencia ou presidencia, o que garante o alto nivel de networking durante o evento.

4. O que o público que irá para Miami esse ano poderá esperar em termos de discussões e temas que serão abordados pelos debatedores e palestrantes?

O foco neste ano será sobre as alterações do mercado em 2012 e o que podemos esperar de novidades em 2013. Serão discutidas questões relativas a privacidade e seguranças dos consumidores, com novos modelos de negócio no mundo mobile com HTML5 e serviços de Big Data. Além disso, haverá grandes oportunidades de matchmaking entre empresas de varios continentes que desejam desenvolver negócios na América Latina, em especial o Brasil.

5. Quais os principais assuntos que estão sendo debatidos no MEF LATAM atualmente e como as empresas podem participar?

Nossas principais iniciativas atualmente tem buscado o posicionamento do MEF como o grande farol do mercado, constituindo no fórum de especialização para as questões da indústria móvel. Dentro disso, temos atuado em 3 pilares quais sejam, auto regulação do mercado de conteúdo móvel, desenvolvido através do Codigo de Conduta, desenvolvimento de negócios entre seus membros,conectando as empresas da 5 regiões do globo aonde o MEF está presente em defesa da indústria móvel dentro de um ambiente altamente competitivo e inovador, gerando novas formas de negócios para seus membros. Dentre essas iniciativas, podemos destacar o desenvolvimento de novas regras para as ações de Virtual Goods em ambiente móvel e a luta para diminuir o envio de SMS por meio de rotas ilegais para o Brasil.

Tecnologias: Nenhuma tecnologia cadastrada.

Empresas participantes: Nenhuma empresa participante.

21 de dezembro de 2010

TIM: mobilidade sem fronteiras

por Renata Muniz do Nascimento

Há 12 anos no mercado brasileiro de telefonia celular, a TIM foi a primeira operadora móvel a estar presente em todos os estados do país. Marcada pela inovação e qualidade, a empresa atingiu a marca de 47,9 milhões de clientes em outubro de 2010. A marca passa por um reposicionamento no mercado, com lançamento de planos como Infinity e Liberty.

O mercado de telefonia celular se mostra promissor e pesquisas apontam que o número de celulares no Brasil já é maior do que o número de habitantes, com um registro de 197,5 milhões, em novembro de 2010. De olho nesse mercado, a operadora lançou sua loja de aplicativos, com a aposta de venda de softwares com sistema Java, que são menos tecnológicos do um smartphone e representam uma base de mais de 100 milhões de aparelhos em uso.

Também este ano, a TIM lançou o Infinity Web, voltado para usuários de planos pré-pagos, que permite o acesso ilimitado à internet pelo celular por R$ 0,50 por dia, sem restrições quanto a sites ou aplicativos. O lançamento deste serviço é bem importante para o mercado brasileiro, já que a base de celulares pré-pagos do país é de 82,21%.

Com todo este investimento em 2010, não podíamos deixar de fora da nossa seção de entrevistas o diretor de marketing da TIM Brasil, Rogério Takayanagi. O executivo falou de suas perspectivas para o mercado de mobile marketing, do lançamento do iPhone 4, mobile payment e muito mais. Confira!

Como o mobile marketing é visto pela TIM?

Estamos implementando uma plataforma de gestão de campanhas de mobile marketing, canal de mídia relevante e que deve agregar valor aos clientes de forma conveniente. Por isso, apostamos na segmentação de acordo com o comportamento do consumidor acreditando que, desta forma, a empresa levará mais um benefício adequado ao perfil de uso do assinante. Acreditamos que 2011 deve ser um ano de estruturação de modelos vencedores para que o mercado como um todo se ajuste e o potencial do negócio efetivamente se realize.

Qual tecnologia você acredita que é mais aceita pelos brasileiros para se fazer uma campanha mobile no Brasil: bluetooth, SMS, aplicativos e etc. Por que?

Apostamos nas mensagens de texto (SMS), pois acreditamos que – neste canal – há muito espaço para campanhas criativas, interativas e de valor agregado para o cliente final. Também é o serviço mais conhecido, 100% compatível com os diversos modelos de aparelhos e com maior potencial de aceitação, principalmente nas classes C e D, onde está a parcela mais representativa dos consumidores potenciais. Um case de sucesso é o serviço de Canais Patrocinados SMS, parceria da TIM com a Editora Abril, que já totaliza 500 mil usuários em cinco meses. Assinando o canal, o cliente pode escolher o conteúdo de três revistas da editora (Você SA, Gloss e Super Interessante) e receber, três vezes por semana, notícias destas publicações via SMS. Nesse envio, há inserções de publicidade nas mensagens, estimulando cross selling de conteúdo e/ou expondo mensagens de marcas que se identificam com o perfil do assinante. Além disso, por conta da evolução tecnológica dos aparelhos associada à redução dos preços dos equipamentos e do acesso à Internet no celular, notamos que os aplicativos representam ótimas oportunidades para teste de modelos de mobile advertising. A TIM AppShop, loja de aplicativos da TIM lançada em outubro de 2010 sobre plataforma Java, traz modelos de mobile advertising como forma de rentabilizar o desenvolvedor, baratear os custos ao usuário final e expor anunciantes ao ambiente móvel

A TIM lançou um serviço de acesso à internet móvel para aparelhos pré-pagos. Como está sendo a aceitação do público? Você já tem números ou estimativas para nos informar?

Não divulgamos esses dados, pois são estratégicos para a empresa. No entanto, podemos dizer que a Infinity Web – que oferece navegação pela Internet no celular de forma ilimitada por apenas R$ 0,50 por dia – tem tido uma excelente aceitação. O brasileiro é um dos maiores usuários da web no mundo e nossas pesquisas revelaram que a grande parcela dos usuários de lan house gasta, em média, R$ 30 por mês para navegar apenas de duas a três vezes por semana. Com nossa oferta, o cliente pode comprar um celular e usar a Internet todos os dias gastando menos do que isso. Trabalhamos para passar pelas duas principais barreiras – preços dos aparelhos e preços do serviço – e chegamos aos planos mais econômicos do mercado para acesso à rede pelo celular pré-pago, com aparelhos com boa conexão à Internet e navegabilidade a partir de 12 vezes de R$ 30, o que facilita a aquisição pelos diferentes perfis de assinantes da nossa base.

Qual a porcentagem de celulares comuns (mais simples) e smartphones entre os clientes da TIM? O futuro é dos com ou sem smartphones no Brasil?

Não abrimos esse tipo de informação, por ser estratégica. Mas podemos ressaltar que temos notado um aumento na venda dos smartphones, indo ao encontro da demanda dos consumidores brasileiros de estarem sempre conectados. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2009 realizada pelo IBGE, por exemplo, mostrou que o número de usuários de Internet no país cresceu 112% de 2005 até o ano passado, por exemplo. A TIM acredita que a real experiência de Internet móvel é através do celular e, por isso, disponibiliza smartphones para os mais variados perfis de clientes. Fomos a primeira operadora a vender o BlackBerry no país e, hoje, contamos com diversos modelos de aparelhos inteligentes em nosso portfólio, alguns trazidos em primeira mão para o mercado brasileiro, como equipamentos com o sistema operacional Android e Windows Phone.

Como foi o dia do lançamento do iPhone 4G? Houve muita euforia? Você já tem uma base de quantos já foram vendidos? No momento, há iPhone 4 para comprar nas lojas da TIM?

Nos empenhamos ao máximo para que o lançamento do iPhone 4 na TIM fosse um grande sucesso e acertamos em nossas apostas. Abrimos nove lojas à meia-noite, nas mais variadas regiões do Brasil, e em todas as unidades tivemos filas com centenas de pessoas aguardando para a compra do aparelho. Para se ter uma idéia, poucas horas após o início da comercialização do smartphone, já contabilizávamos mais de mil modelos vendidos nesses pontos-de-venda que ficaram à disposição dos clientes durante a madrugada. Estamos certos de que as nossas ofertas são o grande diferencial: parcelamos o iPhone 4 em até 12 vezes sem juros para planos pós-pagos e ainda contamos com as promoções Liberty Web – que reúne voz e dados ilimitados – e Infinity Web, com Internet por R$ 0,50 diários para clientes de planos pré-pagos, que possibilitam uma experiência completa dos serviços da TIM no aparelho mais aguardado do ano. A procura pelo smartphone tem sido muito grande, mas estamos atentos aos estoques e buscamos reabastecer as principais unidades assim que a nossa força de vendas sinaliza que o modelo irá esgotar.

A TIM firmou uma parceria com o Itaucard. Como funcionará esse novo serviço?

Nossos clientes terão cartões de crédito exclusivos, podendo optar pelas bandeiras Mastercard ou Visa. A parceria com a Itaucard, empresa líder nesse mercado, prevê produtos financeiros diferenciados em sinergia com os nossos serviços, programa de vantagens especial, entre outros. O projeto ainda está em desenvolvimento, mas esperamos lançar o primeiro produto nos próximos meses

Você acredita que o mobile payment vai disseminar aqui no Brasil? O que falta para que isso aconteça? A TIM já investe de alguma forma para que o mobile payment comece a funcionar no país?

Consideramos que o mercado de mobile payments tem grande potencial e que as operadoras têm papel crucial nesse segmento. Acreditamos que para oferecer o serviço sejam necessárias soluções simples e ao alcance da sua ampla base de clientes, que possam contar com uma grande rede de pontos de venda. Desta forma, os clientes poderão ter o celular como sua carteira virtual segura, representando sua conta corrente ou mesmo cartão de crédito, o que aumenta a possibilidade das operadoras em oferecer diversos serviços e aplicações.

A Anatel prevê que a tecnologia 4G vai chegar ao Brasil, em 2012. Você acredita que a chegada dessa tecnologia vai mudar o comportamento dos consumidores brasileiros?

A tecnologia de terceira geração ainda está em fase de amadurecimento no Brasil, mas o país já está caminhando para a ampliação do uso de Internet Móvel. Ou seja, a população já alterou seu comportamento e exemplos disso são a disseminação do acesso à web pelo celular e o crescimento das vendas de smartphones. Segundo dados da consultoria IDC Brasil, o número de aparelhos inteligentes vendidos no país em 2010 deverá mais do que dobrar em relação ao ano passado, quando foram comercializados cerca de 2 milhões de equipamentos. A TIM está atenta a esse movimento – tanto que disponibilizou ofertas como Internet por R$ 0,50 por dia para usuários de planos pré-pagos e acesso à rede de forma ilimitada para clientes pós – e também se prepara para a chegada de novas tecnologias, buscando sempre acompanhar o mercado e oferecer o que há de mais inovador para os consumidores.

O iPad já está sendo vendido aqui no Brasil. Você acredita que o tablet vai se disseminar no nosso país? As empresas podem apostar nele como forma de fazer publicidade?

Estamos sempre atentos às novidades do mercado e entendemos que o iPad e os demais tablets são produtos de nicho que têm condições para serem sucesso, assim como o próprio iPhone e outros smartphones do mercado. Acredito que seja possível criar publicidade para veiculação nesses equipamentos, mas é uma discussão que será abordada futuramente.

O que falta para o mobile marketing estourar no Brasil?

Quebrar paradigmas sobre custo x benefício do canal, expor melhor ao mercado de anunciantes as vantagens únicas da plataforma móvel, buscar alinhamento entre os players (operadoras, agências, integradores, anunciantes, etc.) sobre potencial de mercado e de valor agregado ao cliente final. Para a TIM, o momento atual deve ser de união dos players para definição de parâmetros, conceitos, produtos básicos e modelos/premissas de negócio que consigam equilibrar as expectativas de anunciantes, operadoras e consumidores.

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Tecnologias: Aplicativo Mobile, Internet Móvel.

Empresas participantes: TIM.

08 de outubro de 2010

Grupo Abril é referência no mercado de mobile marketing brasileiro

por Renata Muniz do Nascimento

Brasileirão Placar, VMB 2010, Placar Libertadores,Veja Comer & Beber e Colírios da Capricho são alguns dos aplicativos para iPhone que o grupo Abril lançou nos últimos tempos. Quando o assunto é mobile marketing e plataformas emergentes, a empresa pode ser considerada como uma referência no mercado brasileiro.

Dos veículos que fazem parte do Grupo Abril, a revista Veja se destaca no quesito mobile. A publicação tem três aplicativos para iPhone: Veja.com, Veja São Paulo e Veja Comer&Beber. Este último registrou 120 mil downloads mês passado. O aplicativo é um sucesso e ficou entre os mais baixados por algumas semanas. Recentemente, a Veja lançou sua versão para iPad e se tornou a primeiro grande veículo de mídia a adaptar suas edições para o tablet.

O Grupo Abril tem um portfólio que inclui 30 mobile sites, 29 serviços de assinaturas SMS, 13 aplicativos para celular e 2 aplicativos para iPad. Com tanto investimento no segmento mobile, o grupo não poderia ficar de fora da nossa seção de entrevistas. Confira nosso bate-papo com André Almeida, diretor de publicidade digital do Grupo Abril.

Qual é o maior sucesso do Grupo Abril no quesito mobile marketing?

O próprio aplicativo da Veja, Comer & Beber, do iPhone, ficou entre os mais baixados por muito tempo. Somos um sucesso porque as pessoas querem informações de fontes confiáveis e o celular pode estar ao lado da cama, na espera no aeroporto ou no console do carro. O usuário pode ver as notícias da Veja em qualquer lugar. O aplicativo é muito bem avaliado pelo usuário e eu percebo que a usabilidade é fantástica.

Quando vocês planejam o orçamento de marketing para o ano, qual o percentual destinado a mobile?

O mobile marketing sempre faz parte das estratégias da nossa empresa, não posso dizer o quanto, mas tem um percentual bem interessante.

O preço do iPhone brasileiro é um dos mais caros do mundo, o que pode significar que não existem muitos aparelhos no Brasil. Mesmo assim vocês investem em aplicativos para este smartphone, está sendo vantajoso?

Temos 385 mil iPhones declarados aqui no Brasil. Somando com os não declarados, pessoas que trouxeram o aparelho de fora,  devemos ter de 500 a 550 mil iPhones.  Este é um numero muito consistente.  No Brasil, o que pesa é que 80% dos aparelhos são pré-pagos e trabalhamos para os pós-pagos, que utilizam a rede 3G. Nosso mercado tem muito potencial de crescimento.

Você acha que o iPad vai se disseminar aqui no Brasil?

Acredito que temos um mercado potencial, acho que daqui a pouco vamos poder comprar um iPad em 10 parcelas nas Casas Bahia.

Com essa era digital, com tablets e smartphones cada dia mais evoluídos, você acredita que as revistas impressas podem acabar?

Eu não acredito nisso, eu acho que sempre vai ter espaço para uma mídia nova. O cinema, por exemplo, é lucrativo, mesmo as pessoas comprando DVDs piratas. No caso da Abril, eu acho que o iPad se tornou uma forma nova de ver a revista, com muito mais interatividade do que o papel. Mas, as pessoas gostam de arrancar a página de uma revista e levar para algum lugar, principalmente, as de decoração. As revistas impressas não vão acabar.

Você acha que tem espaço para tantas mídias?

Acho que as pessoas querem comprar um livro no Amazon ou ir na tomar um café e ler um livro na Saraiva. Mas podem querer ler um livro no avião no kindle ou apertar o aplicativo da Veja São Paulo e checar qual restaurante mais próximo.  Também vai querer abrir a Veja no domingo e ver aonde almoçar. É uma era de ofertas amplas.

Como você vê a evolução do mobile marketing dentro da Abril?

O desafio da Abril está em torno da credibilidade, relevância e força da marca. Queremos que o torcedor, numa discussão com os amigos sobre futebol, justifique que seu time é melhor com um “eu vi na Placar”. No caso de uma notícia , ele diga “eu vi na Veja”. O futuro não tem um modelo, o que vai prevalecer, de fato, será a marca e o esforço que ela faz.

Quando o mobile marketing vai estourar no Brasil?

Difícil fazer uma previsão, não temos nem empresas que auditam isto. Para um investimento maior, precisamos de números interessantes. Qual o faturamento de mobile marketing do país? Não sabemos. Precisamos de um esforço por parte dos institutos de pesquisa, já que o celular é uma mídia importante e as pessoas carregam o aparelho consigo o tempo todo.

Você acha que o celular pode se tornar uma mídia de massa no Brasil?

Eu acho que tem que partir para uma versão mais popular. Imagina poder passar o celular na catraca do metrô ou até mesmo pagar o cafezinho.  Um dia, eu estava pensando no que pode acontecer no futuro e fui ler o livro do Bill Gates, “A estrada do futuro” e ele fala que no futuro vai existir uma coisa do tamanho de uma carteira, em que as pessoas vão fazer de tudo: usar para pagar contas, para entretenimento e etc. Uma visão muito certeira!

O que vem de novidades para os leitores da editora Abril no mundo mobile e de plataformas emergentes?

Muita coisa no iPad, acabamos de comprar a Elemídia e vamos crescer muito mais em 2011. O que posso adiantar é que vamos expandir nossos aplicativos para outros sistemas operacionais e trazer novas experiências para os leitores e usuários.

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Tecnologias: Aplicativo Mobile, Internet Móvel, SMS.

Empresas participantes: Abril.

16 de setembro de 2010

Samsung aposta no crescimento do mercado de smartphones no Brasil

por Renata Muniz do Nascimento

Uma das maiores empresas de produtos eletrônicos no mundo, a Samsung, está assumindo a liderança no mercado mobile e de plataformas emergentes. Recentemente, lançou uma nova linha de celulares inteligentes e um modelo de TV interativa.

Mas, a maior aposta da Samsung Brasil ainda é o mercado mobile. A empresa lançou, no começo de 2010, uma loja de aplicativos para os celulares da marca que disponibilizam jogos, programas para acessar redes sociais e até livros eletrônicos. A Samsung Mobile Display é maior fabricante mundial de telas para dispositivos móveis. A empresa também é a maior fabricante de uma nova geração de tela ultra-brilhantes, utilizada em celulares de última tecnologia, que permite tela mais finas e com melhor qualidade.

Para saber o posicionamento da Samsung sobre o mercado de aplicativos, o crescimento do mercado de smartphones e como o mobile marketing se encaixa nos negócios da empresa, confira a entrevista com Marcellus Louroza, diretor de produtos de Telecom da Samsung Brasil.

Como a Samsung vê o mobile marketing?

Uma excelente oportunidade para anunciantes e fabricantes de aparelhos. Ambos podem se beneficiar de um modelo de negócios em que o anunciante ganha com eficiência em atingir seu público-alvo com menor investimento, interatividade direta, personalização, rapidez, capilaridade imediata de acesso ao consumidor, sensibilidade de localização e potencial efeito-viral. Para o fabricante, a associação com uma marca forte e atrativa não é só o que diferencia seus aparelhos com serviços e aplicações da marca anunciante, como também abre a oportunidade de adquirir uma nova fonte de receita baseada em serviços.

O quão importante é esse canal para a empresa?

A Samsung tem acompanhado o amadurecimento rápido deste mercado e se preparado para disponibilizar, em sua base de portfólio de produtos, frentes de serviços patrocinados por anunciantes. Um estudo da Forrest Research sobre o mercado americano de mobile marketing confirma um crescimento exponencial, mas ainda baixo em números absolutos, sobre a mídia tradicional. O relatório estima que em 2014 o mercado de mobile marketing movimente US$14 bilhões nos EUA e represente 21% dos gastos de marketing.

Vocês lançaram, recentemente, a loja de aplicativos da Samsung. Qual a repercussão da loja no Brasil?

A loja de aplicativos Samsung foi lançada em setembro de 2009 na Itália, França e Reino Unido, expandindo seus lançamentos em cerca de 50 países. No Brasil, lançado no início deste ano para otimizar a utilização dos smartphones da companhia, a loja tem disponibilizado milhares de aplicativos e jogos de todos os tipos como notícias, referências, redes sociais, navegação, utilidades, etc… Cobrindo uma grande gama de aplicativos desenvolvidos para todos os sistemas operacionais móveis ofertados no portfólio Samsung.

Você tem uma média do número de downloads na loja de apps?

Com números de agosto deste ano, da loja de aplicativos Samsung são baixados uma média de 200.000 aplicações diárias, cobrindo 110 países. Este número inclui aplicativos nas plataformas operacionais comercializadas pela Samsung: WM, Bada e Android. O aumento da base e lançamento de novos modelos smartphones Samsung têm contribuído para divulgação e conhecimento da loja de aplicativos pelos usuários. Smartphones ícones como os recém lançados Galaxy S e Galaxy Tab são exemplos de um ecosistema aparelho-conteúdo que valorizam a criação e utilização de aplicativos.

As pessoas tendem a baixar mais aplicativos gratuitos ou preferem a qualidade de um app pago?

Assim como no desktop ou laptop, a predominância de aplicações baixadas nos aparelhos celulares são gratuitas. De maneira geral, o número de aplicativos grátis chega a 90% do total disponível em portais e lojas especializadas. Desta maneira, a procura e utilização por estes compõem o cardápio básico de aplicativos dos usuários. Porém a relevância e penetração dos aplicativos pagos estarão intrinsecamente ligados à qualidade, valor e diferencial percebido pelo usuário final frente aos disponíveis gratuitamente no mercado.

Como o mobile marketing tem se encaixado na loja de app da Samsung?

A loja oferece um vasto universo de serviços e aplicações onde anunciantes podem disponibilizar conteúdos que vão desde informações e utilidades até videos, esportes e entretenimento.

Quando falamos em aplicativos, logo pensamos em smartphones. Como a Samsung vê esta questão? O mundo da interatividade vai ficar com os que possuem ou os que não possuem smartphones?

É bem provável que o termo smartphone caia em desuso já que num futuro próximo o aparelho mais simples do mercado terá camera megapixel, conexão de dados 3G, processador para baixar e rodar aplicações simples. Características básicas de um smartphone. Porém, para alavancar a sua utilização de modo interativo, é preciso que haja uma disponibilidade de serviços e aplicativos que tragam valor ao cotidiano do usuário. Ou seja, a disponibilidade de portais ou plataformas de conteúdos compatíveis com os variados sistemas operacionais no mercado será determinante para a venda de aparelhos móveis inteligentes.

Quais são os tipos de tecnologias que o público brasileiro mais procura quando vai comprar um celular? Elas preferem Bluetooth, aplicativos, games…?

Pesquisas ainda mostram um primordial interesse dos consumidores no quesito camera digital durante a escolha de seu aparelho celular.  Mas em segmentos de aparelhos mais sofisticados, como smartphones, a diversidade de aplicativos e conteúdos já despontam como critérios diferenciais na decisão de compra dos consumidores. E claro que, qualquer tecnologia ou funcionalidade que venha simplificar a usabilidade desses serviços no aparelho celular, contribuirá com uma experiência rica, capaz de fidelizar a preferência do usuário.

Você acredita que tecnologias menos comuns aqui no Brasil como Foursquare e QR code podem se tornar grandes meios de se fazer publicidade no Brasil?

Assim como tantas outras formas de se fazer publicidade no aparelho celular, através de links patrocinados, banners, applicativos, redes sociais, etc, o Foursquare pode ser mais uma ferramenta à disposição das agências e anunciantes que conta com a participação ativa e direta do usuário. O mesmo vale para o leitor de código de barras QR code, podendo o anunciante inserir neste, além das informações de preço e característica do produto, campanhas locais, promoções e ofertas especiais.

Lembrando que, neste contexto, a tecnologia NFC (Near Field Communication) pode ser uma poderosa ferramenta de publicidade aliada com serviços mcommerce.  Em 2011 veremos muitos fabricantes oferecendo aparelhos celulares com NFC.

Porém, a utilização destas ou outras tecnologias que permitam a aplicação de mobile marketing, dependerá basicamente da adesão e popularidade dos usuários frente as mesmas.

Você acredita que o mercado de móbile marketing pode ser mais explorado no Brasil? O que falta para que isto aconteça?

No Brasil, pelas estimativas do órgão regulador de telecomunicações (ANATEL), o mercado celular atingirá 100% de penetração ao final de 2010. Grande parte deste número será impulsionado pela reposição de aparelhos em segmentos de maior poder aquisitivo da população. É inevitável que as empresas invistam neste tipo de canal de publicidade, aumentando a visibilidade de suas campanhas de marketing, explorando SMS, MMS, jogos e conteúdos multimídia via Bluetooth.

Cito basicamente dois pontos importantes para a disseminação do mobile marketing: campanhas para disseminar a cultura de acesso e utilização da internet no aparelho celular e a oferta de pacote de dados por parte das operadoras a preços mais acessíveis a cada segmento da população.

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Tecnologias: Aplicativo Mobile, Internet Móvel.

Empresas participantes: Samsung.

03 de setembro de 2010

Coelho da Fonseca investe em plataformas digitais para conquistar clientes

por Renata Muniz do Nascimento

Com 35 anos no mercado imobiliário, a Coelho da Fonseca (@coelhodafonseca) é reconhecida como uma das maiores e mais admiradas imobiliárias full service do Brasil. Suas campanhas publicitárias digitais são marcadas pela inovação e criatividade, sempre saindo à frente de suas concorrentes.
A empresa é pioneira no ambiente online no mercado imobiliário e investe em diversas plataformas como meio de comunicação. A Coelho da Fonseca lançou um dos primeiros portais imobiliários com atendimento online e foi a primeira imobiliária a lançar um mobile site no mercado.
Recentemente, lançou o Torpedo Imóvel, um serviço de SMS com informações instantâneas sobre seus empreendimentos. Ao passar em frente a um imóvel, o cliente visualiza um painel com um código e se tiver interesse, envia um SMS com o número e recebe informações do imóvel como: metragem, número de dormitórios, vagas na garagem, preço, entre outras.

Para falar mais sobre o investimento em mobile marketing e da importância de sempre estar atualizado em relação às novidades do mercado digital, entrevistamos Allan Fonseca (@allanalher), diretor de canais da Coelho da Fonseca.

Como você vê o mobile marketing? Este canal é importante para a empresa?

O mobile marketing vem tomando proporções cada vez maiores, principalmente se olharmos os últimos três, quatro anos no país. Antes disso, falar em mobilidade no Brasil, em investimento numa plataforma móvel e mídia no celular, era para poucos. Hoje o mercado está de olho em novas formas de comunicação com o cliente porque se deu conta de que houve uma mudança comportamental e o consumidor está cada vez mais no celular. Neste novo cenário, o mobile marketing ganha muita relevância. As pessoas têm cada vez menos tempo, estão cada vez mais conectadas e passam horas no trânsito. O perfil do nosso cliente atende a este novo estilo de vida e precisamos estar onde ele está a qualquer hora.

Quando vocês planejaram o orçamento de 2010 já pensaram em direcionar alguma verba para ações de mobile marketing?

Sim, passamos a trabalhar com um budget para mobile, separado ao restante dos demais canais digitais da empresa. No entanto, fazemos sempre um cross media para que o mobile se integre às demais campanhas da empresa, reforçando o brand awareness.

Quando você faz uma campanha mobile, qual o tipo de público que você pretende atingir?

Depende do objetivo da campanha. Se fizermos algo para atrair prospects de maneira mais aberta, posso fazer diretamente uma campanha envolvendo SMS, pois poderá ser utilizado por 100% dos modelos de celular. Na Coelho da Fonseca, os clientes são diferenciados e exclusivos, portanto, planejamos ações mais integradas, como o uso do SMS com mobile site e ainda com a utilização de fotos ou vídeos (rich media). Nosso target tem total aderência a estes formatos de comunicação.

No caso da campanha da SMS da Coelho da Fonseca, como surgiu a idéia de utilizar a tecnologia mobile?

Pelo perfil de nossos clientes, percebemos que precisávamos oferecer um novo serviço prático, ágil e relevante ao mesmo tempo. O Torpedo Imóvel surgiu assim. Naquelas famosas placas de “vende-se” colocamos uma mensagem complementar para que a pessoa envie um SMS para receber mais informações daquele imóvel exclusivo, ou seja, aquele que é comercializado somente pela Coelho da Fonseca. O Torpedo Imóvel é a junção do SMS segmentado, click to call com a agência que detém aquele imóvel e link para o nosso mobile site.

A campanha mobile está atingindo as expectativas da empresa? Quais pontos da campanha você gostaria de destacar?

Sim. A fase inicial do Torpedo Imóvel – como chamamos este serviço – teve 140 imóveis com placas em teste. O resultado foi tão positivo que estamos já com 300 e estendendo a todos os nossos imóveis exclusivos. Os usuários são empresários, executivos e pessoas com pouco tempo disponível, que não saem anotando números de placas e telefones no papel. É um público que está cada vez mais conectado e que tem o aparelho celular inclusive como ferramenta de trabalho.

Você já tinha trabalhado com outras ações mobile? Se sim, Quais? Quais foram os resultados?

Atuei em projetos bem interessantes quando estive na Espanha trabalhando na France Telecom / Orange (2005 – 2006). Foi lá onde realmente peguei o gosto pelo mundo mobile. Na Europa o mobile marketing está mais avançado quando comparado ao Brasil. Foi um período de muita experiência e também um momento, de inclusive, reavaliação para novas oportunidades que por aqui ainda nem eram exploradas. Quando trabalhei na SulAmérica Seguros e Previdência, planejamos diversas ações segmentadas para mobile, desde campanhas de cross media integradas com Internet e Mala Direta, aplicativos para iPhone e mídia em portais móveis. Os resultados foram sempre satisfatórios e em vários deles repetimos a dose, pois a aderência ao target era grande. Aqui está o segredo: fazer com que a campanha seja sempre segmentada e um canal de comunicação one – to – one.

Você acredita que as empresas ainda têm receio de trabalhar com mobile marketing? Por quê?

O grande divisor de águas, que faz toda a diferença hoje, é que muitas empresas ainda não tem um budget separado para ações de mobile. Ele não pode mais ser a sobra da verba do online, que era a sobra da verba do offline. Isso já mudou muito. Se você olha os últimos indicadores de mercado, verá que a telefonia móvel torna-se cada ano um grande aditivo na comunicação, já que cada vez mais consumidores possuem um telefone móvel e acesso à banda larga, à compra de smartphones e à tecnologia 3G. Temos um potencial enorme de crescimento pela frente no Brasil. Algumas empresas já despertaram para essa necessidade, e claramente, as que estão entregando bons projetos, são aquelas que passaram por uma reestruturação interna e de confiança ao mundo digital.

Na sua opinião, o que falta para o mobile marketing estourar no Brasil?

Falta incentivo do governo, planos de dados mais acessíveis por parte das operadoras e uma sensível baixa no preço dos aparelhos de celular, principalmente nos smartphones. Se tivermos esse conjunto de fatores trabalhando juntos, a base de usuários de telefonia móvel aumentará de forma expressiva, a utilização de dados acompanhará esse crescimento e, consequentemente, a popularização da internet móvel. Não é algo que ocorre do dia para a noite, mas estamos bastante envolvidos e torcendo pelo futuro ainda mais promissor do mobile marketing no Brasil, principalmente porque em quatro anos, teremos a Copa do Mundo e as Olimpíadas acontecendo aqui. Se estivermos bem preparados, o consumo e acesso do mobile marketing será enorme. Aí sim ganharemos as sonhadas medalhas de ouro.

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Tecnologias: Aplicativo Mobile, SMS.

Empresas participantes: Coelho da Fonseca.

20 de agosto de 2010

Grupo Pão de Açúcar aposta em mobile marketing nas redes de supermercados

por Renata Muniz do Nascimento

Promoção SMS é o carro-chefe do investimento do Grupo Pão de Açúcar no mercado de mobile marketing. Desde 2008, os aniversários do grupo e datas comemorativas são celebrados com prêmios sorteados pelo envio de um pin code pelo celular. Mas, a empresa não se limita a apenas este tipo de ação.

Este ano, a empresa deu um grande passo rumo ao mundo do mobile marketing. O grupo lançou um aplicativo “Pão de Açúcar Delivery” para que os clientes façam compras no supermercado pelo celular. A rede Extra, patrocinadora oficial da seleção brasileira de futebol, também lançou um mobile site que trouxe informações sobre a Copa 2010.

Outras ações que o Grupo tem feito com a mobilidade são ações de SMS para inaugurações de loja com ofertas promocionais e código 2D em embalagens de produtos perecíveis para rastrear a origem de carnes, frutas, verduras e legumes.

A equipe do Mobilepedia bateu um papo com a gerente de marketing digital do Grupo Pão de Açúcar, Andrea Dietrich, para falar um pouco sobre as perspectivas, expectativas, campanhas e atuações da empresa no mercado de mobile marketing. Confira a entrevista.

Como você vê o mobile marketing? O quão importante é esse canal para a empresa?

Acompanhamos o comportamento do consumidor e as pesquisas que indicam que em poucos anos teremos mais acesso a internet pelo celular do que pelo computador. A gente vê o mobile marketing como um futuro muito próximo. Há dois anos estamos investindo no segmento com ações SMS e neste ano temos investimentos maiores com lançamento de aplicativos.

Como vocês começaram a investir em ações mobile?

Começamos com as mecânicas via SMS e desde o final do ano passado temos investido em aplicativos, o Ponto Frio lançou um aplicativo localizador. Nessa linha, nós lançamos o Torcida Extra, um aplicativo que trazia conteúdo, tabelas de jogos da Copa do Mundo, localizador de lojas e as promoções da bandeira integrando uma ação de comunicação 360º. Também lançamos recentemente um aplicativo do Pão de Açúcar Delivery, focado em m-commerce,  sendo um dos pioneiros desse segmento no mercado.

Por que vocês investem mais em campanhas SMS do que com uso de outras tecnologias? Elas atingem um público maior?

Esse tipo de promoção traz mais efetividade e controle das nossas ações, além de ser mais pratico para nosso consumidor. O celular está mão do cliente, no ato da compra.

Como tem sido a repercussão das ações mobile?

Repercussão muito positiva e quem usa cria um vinculo ainda mais próximo com a nossa marca. O aplicativo m-commerce do Pão de Açúcar, por exemplo, só trouxe elogios de consumidores que viram a praticidade de efetuar suas compras pelo celular, gerando um relacionamento mais próximo conosco. E investir nesse canal também nos traz uma posição de vanguarda e pioneirismo, que estão no DNA da nossa empresa.

Vocês dividem de alguma forma as tecnologias que serão usadas em cada uma das marcas do Grupo?

Usamos as tecnologias que são aderentes ao posicionamento de nossas marcas e campanhas e que prestam um serviço ao nosso consumidor. Todas as nossas ações, seja em mídia, em redes sociais ou no celular devem refletir a essência de nossas bandeiras. Procuramos sempre ampliar ao maximo o acesso aos nossos conteúdos e inovações. O aplicativo do Extra feito para a Copa, por exemplo, foi desenvolvido para iPhone, porem para aqueles que não possuem esse aparelho desenvolvemos um mobile site, para que este conteúdo fosse acessível em todos os celulares com acesso a internet.

Você acha que as tecnologias como Foursquare e QR code vão pegar aqui no Brasil? Vocês pretendem usá-las?

Sim, com certeza esse tipo de tecnologia vai chegar por aqui pois, no caso do Foursquare, traz entretenimento, socialização e presta serviço ao cliente. Nós usamos os canais mobile quando agregam a estratégia de marketing da marca, damos importância a relevância acima de tudo. Se essas tecnologias forem relevantes numa ação promocional ou institucional nós a utilizaremos, com certeza. Com o crescimento do acesso a internet via celular, com as operadoras reduzindo as tarifas dos planos de dados, tudo ficará mais acessível ao consumidor.

Já investiram nessas tecnologias mobile não tão conhecidas por aqui?

Estamos começando. Temos uma ação de carne rastreada nas lojas do Grupo, onde o consumidor escaneia a etiqueta com Código 2D que está nas embalagens e acessa o conteúdo daquele produto no site. Lá ele pode checar a região de origem do produto, quem é o fornecedor e dicas ou receitas com aquele item. É um caminho mais pratico e rápido a informações relevantes pro nosso consumidor através do QR code.

Você acredita na disseminação do m-commerce?

Com o crescimento geral do canal, tenho certeza que o m-commerce será cada vez mais utilizado. Assim, como vimos a revolução da internet, acredito que teremos o mesmo cenário no m-commerce. As maiores barreiras são realmente a questão de segurança, confiança no meio, e o acesso a pacote de dados.

Vocês direcionam uma parte do orçamento para o mobile marketing dentro das estratégias do Grupo?

Sim, e só tende a crescer.

Você pretendem inovar no segmento de m-commerce?

Vamos ter novidades em breve. Estamos conhecendo e abrindo novos canais acompanhando o comportamento do nosso consumidor e estando a frente do mercado.

O que falta para o mobile marketing estourar no Brasil?

Vejo 2 pontos principais, um é o desafio das operadoras em oferecer um plano de pacote de dados acessível para toda a população e outro é o processo de construção da cultura e confiança no meio.

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Tecnologias: Aplicativo Mobile, Código 2D, Internet Móvel, SMS.

Empresas participantes: Pão de Açúcar.

29 de julho de 2010

Garota Sem Fio: do analfabetismo digital para o mundo da tecnologia móvel

por Renata Muniz do Nascimento

“Uma analfabeta digital” é assim que se definia Bia Kunze, antes de ganhar o seu primeiro Palm, em 2001. A cirurgiã-dentista, especializada em homecare, que ficou conhecida como Garota Sem Fio pelo grande sucesso do seu blog, é uma referência quando o assunto é tecnologia móvel.

A popularidade da Garota Sem Fio estourou entre 2004 e 2005, quando o país viveu um boom de tecnologia móvel. Hoje, se tornou o maior blog sobre mobilidade no país, talvez por isso ela tenha mais de 25 mil seguidores no Twitter, onde posta dicas rápidas sobre soluções ligadas a mobile, impressões sobre produtos e serviços testados. Ela também tem um podcast (Podsemfio), um programa sobre tecnologia móvel, em que grava entrevistas pelo celular.

Além do trabalho na área odontológica, a Garota Sem Fio presta consultoria de mobilidade para profissionais liberais, empresários e executivos que buscam produtividade. Também é comentarista de cybercultura na rádio CBN, escreve para Revista Oficial e Mac+. Na TV, faz resenhas sobre produtos e serviços na seção Laboratório, do programa Olhar Digital, na Rede TV!.  Com tanta experiência em tecnologia móvel, a equipe do Mobilepedia bateu um papo com Bia Kunze para falar sobre o sucesso de seu personagem, a Garota Sem Fio, seu interesse em mobile, percepções e tendências do mercado. Confira.

Como surgiu a idéia do blog?

Eu era uma analfabeta digital até o ano 2000. Ganhei um Palm em 2001 e passei a carregar os prontuários dos meus pacientes nele.  Como dentista, eu não entendia nada do que falavam sobre os palms, era informatiquês. Comecei a pesquisar como autodidata, fui descobrindo as coisas, as pessoas foram me procurando para saber mais informações. Então, surgiu o blog, que no começo eu falava apenas de palms e wireless.

Ao que se deve o sucesso do seu blog?

A linguagem é mais simples. Não fico me aprofundando em tecnologia, tento sempre abordar o lado mais prático. Em 2005, despertou a tecnologia móvel e eu fui crescendo junto com interesse que as pessoas tinham no assunto.

Quantos aparelhos celulares você recebe por mês para teste?

Recebo uma média de três aparelhos por mês e fico com eles durante uma semana. A lista é sempre grande, tenho chip de todas as operadoras, mas ando com dois sempre, cada dia levo um para algum lugar.

Como está o mercado de mobile marketing? Tem alguma ação que você queira destacar?

Algumas empresas têm a mobilidade como uma ferramenta de negócios e algumas entram para mostrar que fazem parte da tecnologia. Por isso, há empresas que queimam o filme com o lançamento de aplicativos ruins. Como sempre falaram que tinha tecnologia avançada, querem fazer qualquer coisa e nunca sai aquilo que o público quer ver. Tem que saber o que o público da empresa quer primeiro. As ações do Bradesco e Itaú são bem legais, mas banco tem muito dinheiro para investir, né?

Mas, falta acerto nas ações perante o público. Há ações bem-sucedidas e aquelas que não vão para frente. SMS, por exemplo, é bem sucedida, veja aquela do Big Brother Brasil. O celular é um aparelho que está na mão de todo mundo até em frente à TV e a pessoa não se importa de pagar 60 ou 70 centavos para participar da promoção, o que importa é a diversão. Pode se explorar mais o SMS, porque ainda é muito pouco explorado.

Você acredita que os serviços bancários mobile vão virar aqui no Brasil?

O movimento já está criando forças de operadoras de crédito e débito. Mas aqui há uma resistência, as pessoas têm medo de golpes e crimes. Elas acham que se o celular for roubado, o ladrão vai roubar tudo que ela tem no banco. É pouco abordado o lado prático da coisa, mas à medida que as pessoas perceberem o quanto isso vai facilitar a vida, o negócio começa a crescer.

O que você acha dessa disputa entre Android e iOS4?

O Android não está muito nas mãos das pessoas. Mulher prefere iPhone porque é prático e não quer perder tempo descobrindo as funções do aparelho. Também tem a questão de status, conheço muitos executivos que tem um Blackberry, mas comprou um iPhone. Já o Android, por enquanto, está nas mãos dos nerds e adolescentes ligados às redes sociais

E o foursquare, realidade aumentada, QR code, Bluetooth…vai disseminar aqui no Brasil?

Isto esta muito longe ainda. Para disseminar esta tecnologia, as empresas têm que ter o interesse de não apenas possuir o software, mas colocá-lo em seus produtos. Hoje, QR code eu vejo mais em cartões de visitas de quem trabalha com publicidade.

Como serão os celulares do futuro? Touchscreen ou Teclado? Wireless e 3G?

Internet é básica. Touchscreen e também com teclado porque é uma questão de coordenação motora, tem pessoas que preferem as teclas. A tendência é que os desktops virem uma media center, com espaço em destaque nas salas de estar, e os laptops ficarão no trabalho. Para ler notícias e acessar redes sociais utilizaremos o smartphone, que será um dispositivo móvel pessoal.

O que falta para o mercado de mobile marketing estourar aqui no Brasil?

Aqui vai demorar. Eu comparo sempre com a demora de disseminação da internet. As pessoas falam muito da banda larga, mas ela ainda atinge pouca gente. No caso da tecnologia móvel, é preciso mais concorrência entre operadoras, mais empresas entrarem no mercado e também mais incentivo fiscal. Assim, como foi feito com o computador, uma renúncia fiscal para que as pessoas tivessem o primeiro desktop.

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Tecnologias: Aplicativo Mobile, Internet Móvel, SMS.

Empresas participantes: Nenhuma empresa participante.

11 de janeiro de 2010

Entrevista – Marcelo Castelo, F.biz (MobilePedia)

por Administrador

Como vocês podem ver a MobilePedia está de cara nova. Para saber o porquê desta mudança e conhecer um pouco mais sobre a história do site, convidei Marcelo Castelo, sócio-diretor da F.biz, agência que mantém a MobilePedia, para um bate-papo.

Castelo, vamos voltar um pouco no tempo… Como surgiu a MobilePedia?

A MobilePedia surgiu para fomentar o mercado, com cases, notícias e tudo de interessante que estiver rolando por ai. Para dar início ao projeto, em 2007 foi contratado um jornalista antenado com o mundo digital, um tal de Pedro Bombonatti aí… hehe. Após três meses de muito trabalho, em dezembro de 2007, a MobilePedia estava no ar. Como o próprio “Quem somos” diz: “Nossa intenção é publicar todos os cases de mobile marketing do Brasil e do mundo, criando um grande “repositório” de conteúdo e informação.”

Hoje, mais de 2 anos após o lançamento, podemos dizer que o site está consolidado como a principal referência do mercado de mobile marketing.

Se está tudo tão bem, quais motivos ocasionaram o lançamento da “nova” MobilePedia?

Lá em 2007, quando lançamos o site, o fizemos de maneira rápida e até despretensiosa. Nossa primeira preocupação sempre foi o conteúdo, a forma ficou em segundo plano. Para nossa alegria, a MobilePedia virou referência rapidamente e nesses dois anos a audiência explodiu. Hoje em dia não podemos mais tirar o site do ar e devemos sempre melhorá-lo.

Você comentou que a audiência explodiu e que o site já é uma referência. Afinal, qual é o tamanho da MobilePedia atualmente?

Bom… Vamos falar em números então!

A MobilePedia já conta com:

  • Mais de 1.500 posts
  • Mais de 4.000 comentários
  • Mais de 50.000 visitas mensais
  • Mais de 2.000 visitas diárias (com vários dias atingindo as 3.000 visitas)

Os números são bem interessantes e a audiência continua crescendo.

O que tem de novidade nessa nova versão da MobilePedia?

Para começar este foi um projeto diferenciado aqui dentro da F.biz. Diferente do que aconteceu com a “primeira” MobilePedia, ele entrou no processo como se fosse um projeto de um cliente da casa e passou por todas as áreas: arquitetura da informação, criação, produção, interface e por ai vai.

O resultado disso é um site bem mais completo. O blog virou um portal! Logo de cara dá para ver a diferença na identidade visual. Temos um novo logo, novas cores, etc. Essa identidade visual está diretamente relacionada a nova arquitetura do site. Temos novos plugins, passamos a ter uma maior preocupação com a classificação e organização das matérias, que agora estão dividias por editorias. Tudo isso torna site mais “inteligente” e oferece uma melhor usabilidade para os leitores.

Em relação ao conteúdo, continuaremos a cobrir os eventos e cursos relacionados ao mercado, vamos manter uma média de 3 ou 4 matérias por dia e temos o compromisso de aumentar consideravelmente o número de entrevistas. Já em relação aos leitores, queremos incentivar o debate rico e tornar os comentários cada vez mais pessoais.

Para finalizar começaremos a vender publicidade no site…

Publicidade?

É isso mesmo…

De um tempo para cá os pedidos e perguntas sobre como anunciar na MobilePedia ficaram cada vez mais recorrentes. Então pensamos, porque não? Inicialmente vamos trabalhar com 3 modelos: Super banner, Quadrado e post patrocinado.

Acho que é importante destacar o post patrocinado, antes que este ponto fique meio nebuloso e comecem a duvidar da credibilidade da MobilePedia. Essa idéia surgiu porque tinha muita gente boa querendo escrever (ao mesmo tempo, “vender seu peixe”) na MobilePedia. Portanto esses posts patrocinados terão conteúdos bacanas e relevantes para o nosso mercado.

Esse foi tema muito discutido internamente e só concordamos em colocá-lo no ar porque definimos diversas regras de uso como é possível ver no mídia kit. O post patrocinado não interfere na política editorial do site e sempre estará claro para o leitor, por meio de uma comunicação específica, quando o post que ele estiver lendo for patrocinado.

Para finalizar, o que os leitores podem esperar da MobilePedia, daqui para frente?

Primeiramente gostaria de avisar a todos que qualquer crítica, elogio ou reclamação é bem-vinda. Estamos totalmente abertos a sugestões!

Os leitores do site podem ter certeza que procuramos sempre publicar tudo de mais interessante que estiver rolando no mercado, de forma imparcial. Além disso, nós temos algumas novidades saindo do forno, entre elas o lançamento do site móvel da MobilePedia!

Tecnologias: Nenhuma tecnologia cadastrada.

Empresas participantes: F.biz.

21 de dezembro de 2009

Entrevista – Denise de Cassia, Bullet

por Administrador

A Nokia está realizando uma promoção de natal, intitulada “Natal nota mil Nokia”. A promoção, que teve início dia 20 de novembro, rolará até 20 de janeiro de 2010. Podem participar, segundo o regulamento, aqueles que comprarem um aparelho Nokia de qualquer modelo durante o período de 21/11/2009 a 25/12/2009.

O ponto que merece destaque nesta promoção é que o número da linha do celular participante funcionará como pincode.

Para realizar a participação via SMS, o consumidor deve enviar uma mensagem para LA 72705 contendo o DDD e o número do celular. Ao realizar este envio o participante receberá um SMS gratuito confirmando a participação.

Para realizar a participação pela internet, o consumidor deve acessar o site http://www.nokianatalnotamil.com.br/ e realizar o cadastro informando nome completo, CPF, e-mail e o número do celular. Ao efetuar o cadastro, o consumidor receberá, por meio da abertura de uma caixa de texto, a confirmação de sua participação e informará o número com o qual o participante concorrerá na promoção.

No total 2.800 participantes serão premiados com R$ 100,00.

Quando vi esta notícia fiquei muito curioso… Queria ver como funcionava a utilização do número do celular como “pin code”. Para saber mais sobre este case, convidei para uma entrevista Denise de Cassia, diretora de planejamento da Bullet.

Denise, como será (está sendo) feita a comunicação de promoção?

A promoção está sendo divulgada nos pontos de venda Nokia, em mídia impressa, Internet e em ações de merchandising.

Por que a opção pelo número do celular? A utilização do IMEI do celular não seria uma opção viável?

Esse foi o diferencial dessa promoção. Legalmente, as promoções que envolvem SMS exigem um código único de participação, o pin code. Como, para a Nokia, é impossível colocar um código único nos produtos, pensamos nas alternativas de participação.

A 1ª saída encontrada foi solicitar o IMEI para o consumidor. Porém, para o consumidor ver o IMEI de seu aparelho, ele deve tirar a bateria do celular, encontrar o IMEI, anotar, ligar novamente o celular e, finalmente, enviar o SMS para a promoção. Esse método vai contra a regra de que as promoções devem ser simples de entender e de fácil participação.

Como o número de cada aparelho celular com seu DDD é único, consultamos o SEAE e eles aprovaram porque, como nós, também entenderam que é um código único.

Como vocês irão vincular o número de celular ao determinado aparelho? Se uma pessoa comprar um celular e todos em sua casa mandarem seus respectivos números de celular para participar serão computados diversas participações válidas?

Para isso temos 2 formas de garantir a segurança e a idoneidade da campanha:

1. Sistema seguro que permite analisar possíveis fraudadores;

2. Para receber o prêmio, o consumidor deve apresentar a nota fiscal do aparelho comprado no período da promoção e antes do envio de sua participação e o comprovante de titularidade da linha. A nota e o comprovante devem ter o mesmo destinatário. Por isso, se um consumidor enviar um código por todos os números de sua casa, mesmo se for contemplado, e o aparelho e a linha não forem de sua propriedade, ele não terá direito ao prêmio.

Para finalizar… A Bullet já realizou diversas promoções, utilizando diversas mecânicas. Como o assunto aqui é mobile, gostaria de saber qual a visão de você tem de promoções que utilizam o celular como meio de participação? Elas geram um resultado melhor, pior ou igual a promoções tradicionais?

Ano após ano, os resultados de promoções por cartas têm caído. Nas pesquisas que fazemos com consumidores, eles acham complicado comprar envelope, selo e colocar no Correio.

E, ano após ano, os resultados de promoções por SMS e internet têm aumentado.  A participação é mais simples e o retorno é maior. Porém, não podemos afirmar que SMS é melhor que carta. Depende muito ainda do tipo de produto, target da promoção e mecânica. Mas que a participação por meios tecnológicos tende a ser a melhor escolha de promoção, isso não temos dúvida.

Tecnologias: SMS.

Empresas participantes: Bullet, Nokia.

01 de dezembro de 2009

Entrevista – Leonardo Xavier, pontomobi

por Administrador

Entrevista - Leonardo Xavier, pontomobi

A pontomobi acaba de completar dois anos e está apresentando algumas novidades. Para fazer um saldo deste período e explicar os novos planos, convidei Leonardo Xavier, sócio-fundador da empresa, para um bate papo.

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Tecnologias: Aplicativo Mobile, Bluetooth, Internet Móvel, Mobile Game, SMS, Torpedo de Voz.

Empresas participantes: pontomobi.