01 de setembro de 2008
Entrevista - Eduardo Lins, Movile (Compera nTime)
Mais uma notícia movimenta e aquece o mercado mobile brasileiro: a Movile fechou esta semana a negociação com a Compera nTime, que adquiriu a empresa iniciando sua atuação no mercado de mobile marketing. ![]()
Com a aquisição da Movile o portifólio da Compera nTime ganha produtos de mídia de proximidade, como as tecnologias bluetooth e de códigos de barras, utilizadas para enviar ingressos, vouchers e cupons para a tela dos celulares. Além disso, a Compera nTime está anunciando sua homologação junto a importantes operadoras de celular para executar ações de mobile advertising.
Para saber um pouco mais sobre essa transação convidei Eduardo Lins Henrique, agora diretor de mobile marketing da Compera nTime, para um bate-papo. Confira:

Eduardo, qual foi o principal motivo para a concretização da compra da Movile pela Compera nTime?
Esse é um momento de consolidação do mercado. A Compera nTime possui um portfólio grande de White Label, sem tanto foco em mobile marketing. Essa é uma área de atuação que o conselho da empresa considera essencial para os negócios e por isso iniciou-se a negociação.
Com a fusão das empresas a Compera ganha time-to-market e a Movile fica muito mais forte, com uma grande capacidade de investimento e estrutura para levar os produtos aos anunciantes e agências. Foi bom para ambos os lados.
E como fica a estrutura agora?
A Compera possuía 4 áreas de negócio e eu estou entrando para assumir a quinta. Serei o diretor de mobile marketing e entro com a responsabilidade de fazer com que cerca de 20% da receita da companhia seja oriunda de anunciantes, em até três anos.
Também com o intuito de alcançar esse objetivo vieram da Movile o Vicente Scivittaro, que cuidará da área de mídia de proximidade (bluetooth), e o Gabriel Moura, para cuidar de SMS, WAap e Sim Card. Esse nosso time possui o enorme desafio de rentabilizar os produtos da Compera nTime com receitas vindas do mercado publicitário, acelerando, assim, o crescimento da empresa, que prevê faturar R$ 25 milhões em 2008.
Qual será o foco dessa área de mobile marketing da Compera? Bluetooth?
Não só o bluetooth… A Compera já possui um grande portfólio White Label, um dos maiores da América Latina. A intenção é utilizar estes produtos para fazer mobile marketing, ampliando a receita. Até hoje o dinheiro conquistado por meio destes produtos vem dos clientes das operadoras e a intenção é fazer com que eles sejam utilizados para trazer dinheiro de anunciantes também.
Além do bluetooth, trabalharemos com todo o leque disponível, o que inclui Sim Card, Wap, SMS, etc. A intenção é que os negócios não se restrinjam ao Brasil.
Além da venda da Movile, recentemente tivemos a venda da Okto para a Spring Wireless… Como você está vendo esse momento do mercado?
Como disse antes é um momento de consolidação do mercado. Creio que estamos a alguns passos da existência de 4 grandes grupos dominando o mercado, com os outros correndo por fora.
Em relação à transação que envolve a Okto e a Spring penso que eles ficaram muito fortes no mercado corporativo. No cenário de mobile marketing a Spring terá grandes desafios, apesar da Okto ser um grande player em campanhas de SMS. Na nossa visão mobile marketing é muito mais do que fazer campanhas de SMS. O grande desafio deles é ampliar essa força que têm no corporativo, transformando isso como ativo de mobile marketing, introduzindo novas tecnologias rapidamente no portfólio.
Nós já temos nossa estratégia traçada e vamos ao mercado com um portfólio completo para os anunciantes/agências e empresas de mobile marketing.
Tecnologias: Nenhuma tecnologia cadastrada.
Empresas participantes: Compera nTime, Movile.




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[...] E para finalizar fica a dica de leitura da entrevista realizada pelo Pedro Bombonatti com o Eduardo Lins - para acessar clique aqui. [...]
[...] E para finalizar fica a dica de leitura da entrevista realizada pelo Pedro Bombonatti com o Eduardo Lins - para acessar clique aqui. [...]
Primeiro, parabéns e sucesso às duas empresas. Há coisa de alguns posts, comentei que não havia nenhuma novidade em uma empresa adquirir a outra. Mas nesse mercado este é um bom sinal de evolução, se pensar melhor. O segundo comentário é que acho tb natural que o nível de comentários seja variado - dos anônimos mais destrutivos aos que comentam e contribuem. Principalmente se o blog crescer em termos de visitas. E não sei se vale a pena controlar. Só recomendar o uso correto, como bem fez o Daniel. Quem sabe um post sobre isso, antes que aumente?
Parabéns ao Eduardo e toda a equipe pela nova conquista. Cada vez mais o mercado caminha para uma solidificação das empresas desenvolvedoras. Só um comentário básico: as pessoas que fazem comentários irônicos podiam se identificar, não é mesmo? Acredito que o MP é um blog com a função de informar a todos os profissionais e clientes do mundo da publicidade. Vamos fazer "bom uso" da ferramenta, ok? Abraços a todos, Daniel Vieira
Concordo que as aquisições refletem um amadurecimento do mercado de Mobile Marketing brasileiro. Passado um momento de entusiasmo e correria de agências, anunciantes e outros players, hoje já vemos ações mais bem trabalhadas, contextualizadas e de fato agregando valor às campanhas. E vemos agora movimentações de mercado (fusões / aquisições) com o intuito de construir players maduros e com capacidade de trabalhar em um mercado mais bem preparado. Contudo, acho que ainda estamos a alguns anos de distância de um mercado realmente maduro... As operadoras (de longe os players mais fortes) ainda olham de lado para o que está acontecendo e não definiram como irão se posicionar.
Parabéns caros, que o grupo tenha sucesso no seus desafios. Há bastante espaço e oportunidades no mercado para os grupos realmente consolidados, sérios e com foco bem definido.
Cada vez que leio um comentario como o colocado acima, mais impressionado fico com o como as pessoas funcionam. Eh impressionante a capacidade de algumas pessoas de encontrar, mesmo que não exista, um lado negativo nas realizações de seus concorrentes ou demais players do mercado. Isso é tipico dos mercados que ainda não atingiram uma maturidade profissional, onde cada player assume o papel não de engrandecer o mercado, mas sim de desmerecer ou denegrir os concorrentes. Mais preocupado do que se desenvolver como empresas e prestadores de serviço, se preocupam em desconstruir seus concorrentes, mesmo sem possuir qualquer detalhe mais profundo sobre as ações. Por conta desse efeito vemos a Mobilepedia apresentar não somente criticas (que quando bem feitas e embasadas podem ser construtivas), mas também uma serie de comentarios como esse, sem qualquer base ou valor. A aquisição, a meu ver, reflete perfeitamente o momento de consolidação do mercado, onde especialistas se unem para oferecer um produto mais robusto e completo. Isso é um sinal claro de que caminhamos em direção a um mercado, saindo da atual confusão. Mas claro que essa é minha opinião, e fica aqui para ser, mais uma vez, desconstruida pelos menos capazes de plantão.
ou comprava ou quebrava, ne?