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21 de setembro de 2008

Entrevista - Fernando Paiva, Teletime

Por: Pedro Bombonatti

Para falar sobre o mobile marketing no Brasil (de onde viemos, onde estamos e para onde vamos), convidei Fernando Paiva, jornalista do Teletime, que acompanha este mercado desde o início.

fernando-paiva

Olá, Fernando. Como você acompanha o mercado mobile há bastante tempo, gostaria de saber o seu ponto de vista sobre a evolução desse mercado?

Eu acompanho o mercado desde 2002, época das primeiras iniciativas WAP, SMS, quando os ringtones eram monofônicos. Nestes mais de 5 anos pude notar a evolução dos aparelhos, das plataformas e das redes. O “mix” dessas evoluções conseqüentemente gerou uma evolução nos serviços de SVA.

Nesse período, aconteceu uma grande mudança naquilo que chamo de Ecossistema SVA. Hoje existem muito mais players, que estão cada vez mais maduros. Temos empresas cada vez mais especializadas. Podemos notar isso claramente ao analisarmos o guia SVA no decorrer dos anos.

O que considero não ter evoluído muito é o modelo de negócios. O modelo de revenue share é bem interessante, mas acho que a divisão é mal-feita. As operadoras levam uma fatia muito grande, acabam ganhando em cima dos desenvolvedores. Talvez isso aconteça até por posicionamento. As operadoras têm a intenção de manter o controle das ações.

Para mim essa é uma visão retrógrada. Na Europa, por exemplo, as operadoras cedem mais e o resultado é melhor para todos. Em muitos países os serviços de SVA já representam mais de 25% de suas receitas.

E daqui pra frente, quais são os próximos passos desse mercado?

Estamos em um momento de consolidação. De um ano para cá grandes transações foram realizadas. Atualmente existem muitas empresas com bom potencial de crescimento e que, com certeza, atrairão investidores estrangeiros.

Trabalhando com investidores, estrangeiros ou não, uma empresa começa a trabalhar em cima de metas, o que a torna ainda mais profissional.

Em paralelo, vagarosamente, as operadoras vão se adaptar e se interessar por esse mercado. Um bom exemplo disso é que, até onde eu sei, hoje em dia é muito mais fácil conseguir um LA do que há tempos.

Outra questão muito importante é o acesso à internet pelo celular. Num futuro próximo a evolução do browser e da navegação tirará o poder das operadoras e também de alguns desenvolvedores. Ao passo que novas portas se abrem, muitos serviços vão perder a razão de existir. Todos os players devem se mexer. É claro que a mudança não é imediata, mas também não demorará muito para acontecer. Hoje, aparelhos low end já possuem câmera fotográfica.

Com a chegada da MMA o que muda no mercado e no relacionamento entre os players?

A chegada da MMA é muito saudável. As empresas vão se reunir para estabelecer padrões a fim de proteger os consumidores e a si mesmas, o que contribuirá para o desenvolvimento do mercado.

Um cuidado importante que deve ser tomado é que as regras da MMA não sejam apenas importadas dos Estados Unidos. Deve ser feito um estudo criterioso. As regras devem ser observadas sob a ótica do mercado brasileiro e, se necessário, algumas alterações devem ser feitas.

Hoje em dia o bluetooth já aparece como uma realidade. Em relação a novas tecnologias, o que pode vir por aí?

Particularmente, tenho um pé atrás em relação ao bluetooth. Não tive boas experiências em ações que utilizam essa tecnologia. O NFC é uma tecnologia bem interessante se pensarmos em m-payment. Com certeza aparecerá por aqui.

Mais importante do que lançar novas tecnologias é saber quando fazê-lo. Elas têm que funcionar corretamente, caso contrário será suicídio. Quem tiver uma experiência ruim dificilmente a utilizará novamente.

Ao invés de lançar por lançar, é importante realizar testes, prever e criar soluções para prováveis problemas. O próprio início do 3G no Brasil sofreu desse mal. Pelo menos aqui no Rio bastante gente reclamou do serviço.

Fernando, para finalizar, gostaria que você apontasse dois cases relevantes, um nacional e outro internacional.

No Brasil eu cito o case de Seda Teens, além de ser pioneiro ao fazer uma ação de mobile advertising multi-operadora, juntou muita coisa em uma campanha só. Teve aparelho customizado, mobile game, ação via SMS.

Com certeza irão surgir mais cases desse porte, ou até maiores daqui para a frente.

Internacional, o grande case é a operadora Blyk. Para mim é uma revolução no formato de modelo de negócios. Tentamos trazê-los no último Tela Viva, mas não conseguimos, quem sabe eles pintam por aí no próximo. :)

Tecnologias: Nenhuma tecnologia cadastrada.

Empresas participantes: Teletime.

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Comentários:

Obviously 22 de setembro de 2008

Esperava algo mais óbvio pra essa entrevista. Tudo oq eu foi dito assim já é de conhecimento geral. Infelizmente não agregou nenhuma novidade. Mas valeu pela intenção.

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