Entrevista: Tore Haugland, Ouvi
Recentemente, a Ouvi, empresa que atua no mercado de conteúdo móvel no Brasil, anunciou o lançamento de um braço de mobile marketing. Para entender mais sobre a nova unidade, chamada de Atope, que tem como meta o faturamento de R$ 1 milhão em 2009, convidei o diretor executivo da Ouvi, Tore Haugland, para uma entrevista. Segue:
Porque criar um braço e investir em mobile marketing?
A OUVI entrou no mercado brasileiro em 2003 com o foco voltado para a venda de conteúdos para celulares. Investimos em tecnologia para ter a melhor estrutura para os nossos serviços. Já sabíamos sobre a existência do mobile marketing em outros países, mas no Brasil ainda era pouco conhecido. Quando este mercado começou a aparecer, fizemos um business plan financiado pela Telenor (7ª maior operadora de telecom do mundo) para lançar a Atope, que seria o ‘braço’ de mobile marketing da OUVI. Pela estrutura que tínhamos foi fácil decidir investir nesse mercado. Hoje somos uma empresa completa, pronta para atender qualquer tipo de solicitação: de venda de conteúdos a qualquer tipo de divulgação de marcas via celular.
Qual será o posicionamento da Atope? Relacionamento direto com o cliente, ou através de agências?
A estratégia da Atope foi elaborada com Cid Torquato (advogado e consultor especializado em economia digital) e decidimos focar no varejo, que é o setor que mais investe em marketing. Assim, formamos uma parceria com a empresa de consultoria de varejo Gouvêa de Souza e, com esse apoio, pretendemos atender a área de varejo tratando diretamente com os varejistas. De qualquer forma, não deixaremos de dar atenção às agências e já criamos um departamento somente para esse atendimento.
Quais as diferenças entre trabalhar com produção de conteúdo mobile e mobile marketing? Quais são os maiores desafios?
Quando falamos de conteúdo para mobile e mobile marketing, estamos falando de um mesmo mundo, porque para entregar com sucesso uma campanha para celular é necessário experiência sobre como o usuário final usa o seu aparelho, quais dificuldades ele tem, o que cada aparelho suporta, etc.
A diferença é que para mobile marketing desenvolvemos ferramentas para atender os mais diversos tipos de pedidos das empresas, enquanto com os conteúdos o nosso foco é ter idéias para criá-los e divulgar para obter retorno com as vendas. O grande desafio é atender os clientes explicando os prazos que esse tipo de marketing exige, pois nem sempre é tão rápido quanto colocar um anúncio em uma revista ou TV. Outro grande desafio é “ensinar” ao mercado as vantagens e possibilidades que o mobile marketing pode oferecer, pois ainda é um setor muito novo e pouco conhecido.
A empresa já tem algum projeto em andamento?
Já atendemos Renault, Nokia, Petrobras, entre outras, e no momento estamos fechando alguns projetos, mas só divulgaremos quando estiverem devidamente consolidados. O lançamento da Atope aconteceu já com a “conta” do SOS Mata Atlântica, pra quem fizemos o primeiro case de mobile giving do Brasil. Criamos uma forma fácil de qualquer cidadão poder ajudar: Basta enviar um SMS com a palavra SOS para 49820 e já estará apoiando a ONG, além de receber “dicas verdes” para entender melhor as formas de ajudar no dia-a-dia. Na Europa e EUA já existe há algum tempo esse tipo de doação e até impostos menores para esse modelo.
Para finalizar, como a Atope pretende atingir a meta de faturamento de cerca de R$ 1 milhão em 2009?
Como já mencionei, pretendemos atender o varejo e as agências, e temos como foco ajudar a desmistificar o mobile marketing trabalhando com transparência. Para isso criamos um “cardápio”, para demonstrar alguns tipos de serviços que podem atender diversos tipos de campanhas, simplificando e ensinando sobre esse setor. Contamos com uma equipe com grande conhecimento em mobile e também temos todas as ferramentas in house, o que facilita muito o atendimento às empresas. Para terminar, agradeço pela entrevista e desejo a todos os nossos amigos do mercado boas festas e um ótimo 2009.
Tecnologias: Nenhuma tecnologia cadastrada.


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