Neste final de semana acontecerá em São Paulo, uma atividade do Mobilefest. Festival que tem como tema principal o conteúdo para celular, e contará com: nodes, premiações e seminários. Para saber saber mais sobre o Mobilefest convidei Marcelo Godoy, organizador do evento, para um bate-papo.

Marcelo, conte para nós um pouco da história do Mobilefest?
O Festival Mobilefest nasceu a partir do reencontro de dois velhos amigos pela internet. Meu sócio Paulo Hartmann tem um background fantástico, com experiência em e-learning, design, improviso livre, artes plásticas, Internet e representa o festival de mídia radical Memefest que acontece em vários paises.
Resolvemos então, em 2005, fazer um Festival de conteúdo para celular, pois entendíamos (e ainda entendemos) que este canal de comunicação irá ocupar em breve o espaço dos computadores. O Seminário e a Mostra Expositiva Internacional nasceram da pergunta do Festival Mobilefest “Como a tecnologia móvel pode contribuir para a Democracia, Cultura, Arte, Ecologia, Paz, Educação, Saúde e Terceiro setor?”.
Durante o Mobilefest, provocamos um encontro pautado pela transversalidade e multiplicidade de áreas do conhecimento humano em torno do impacto e as mudanças que as tecnologias moveis vêem proporcionando a cada novo dia. Não são encontros técnicos sobre tecnologia e mercado, mas discussões abertas sobre os diversos saberes, experiências, projetos e produtos ligados a tecnologia móvel que possam apontar para onde estamos indo e como podemos utilizar essa tecnologia móvel em prol da humanidade ( Democracia, Cultura, Arte, Ecologia, Paz, Educação, Saúde e Terceiro setor).
O Festival está em sua terceira edição em 2008.
Ele foi sempre feito em parceria com a universidade de Westminister?
O Mobilefest é uma iniciativa brasileira e a Universidade de Westminster é uma das grandes parcerias que o Mobilefest criou em 2007 utilizando o conceito de “Node”.
A idéia de Node é a realização de um evento simultâneo, em outro local, com um grupo com as mesmas afinidades e com os mesmos temas que estamos discutindo no Mobilefest, unidos por Videoconferência.
Além da Universidade de Westminster, outro importante Node do Mobilefest acontece com a New York University, no ITP. No ano passado fizemos uma videoconferência sobre Arte e Tecnologia móvel com artistas brasileiros e americanos no ITP e no SESC, simultaneamente.
Na Holanda a parceria com o Waag Society proporcionou uma videoconferência com Jean Noel Montaigne sobre o Bricophone. Neste ano queremos ampliar os nodes no exterior e no Brasil.
Como surgiu e quais os resultados dessa parceria?
Em 2007 tivemos uma videoconferência sobre vídeo no celular e conteúdo gerado pelo usuário com Westminster que contou com a presença de documentaristas, diretores de TV, produtores de conteúdos, membros do ministério da cultura, artistas e pesquisadores dos dois países. Foram mais de 4 horas de troca, ao vivo, entre profissionais e artistas dos dois países sobre Vídeo no Celular.
Quais as novidades para a edição deste ano?
Iremos realizar varias ações durante o ano: Prêmio Mobilefest de M-Marketing, Prêmio Mobilefest de Criatividade, Expedição Mobilefest BR163, Seminário e Mostra Expositiva Internacional, além de projetos de consultoria e curadoria, como fizemos recentemente para a edição do Campus Party Brasil onde apresentamos uma Mostra no Campus Futuro e fomos responsáveis pela área de mobilidade do evento.
Para terminar, qual a sua expectativa para o evento que acontecerá neste fim de semana?
Espero que os participantes possam trocar experiências com nossos pares na Inglaterra e aprofundar conhecimento sobre as possibilidades de produção e distribuição de conteúdos nas redes moveis, em especial nas redes 3G.
Espero que os equipamentos de videoconferência funcionem bem nos dois paises…(risos)