17 de agosto de 2010
Mobile Monday apresenta tendências do mundo dos aplicativos móveis
Ontem, aconteceu mais uma edição do Mobile Monday, em São Paulo. Desta vez, o tema principal eram as lojas de aplicativos. No encontro, o debate foi sobre os modelos de negócios das lojas de aplicativos, oportunidades para desenvolvedores, fornecedores de conteúdo e boas práticas de desenvolvimento, testes e qualidade dos aplicativos.
Os convidados da noite eram: Paulo Gorab, gerente sênior de desenvolvimento de negócios da Qualcomm; José Lecy, gerente de inovação e conteúdo da Vivo; Diego Higgins, da área de novos negócios e parcerias de conteúdo da Samsung e José Roberto Bonini, diretor de negócios da Certified.
A equipe do Mobilepedia marcou presença no evento para contar para os seus leitores as novidades e o futuro do mundo dos aplicativos. Confira quais assuntos foram debatidos na última edição do Momo.
Tendências das lojas de aplicativos
José Lecy, da Vivo, ressaltou a importância da loja de aplicativos da Vivo, como a pioneira no mercado brasileiro. Ele dividiu a evolução da loja de app em três fases: a primeira foi o próprio surgimento da loja, o segundo momento, a abertura da operadora para mais uma tecnologia, o Java, no mesmo momento da entrada do GSM na Vivo, e a terceira fase, a união de aplicativos, vídeos e música integrados na mesma loja. “Um outro ponto importante da iniciativa da Vivo é que também estamos abrindo as portas da loja de app da operadora para os pequenos desenvolvedores”, afirma o gerente de inovação e conteúdo da Vivo.
No final do ano passado, a Samsung lançou sua loja de aplicativos. A empresa criou seu primeiro sistema operacional, Bada, que conta também com serviços multitouch. “Hoje, o usuário pode tocar com os dez dedos no aparelho da Samsung, claro que ninguém vai fazer isto, mas isto é possível”, revela Diego Higgins.
O executivo da Samsung também disse que a marca deve criar uma loja de aplicativos para suas TVs interativas, confirmando uma tendência nesse mercado.
Aplicativos para usuários com ou sem smartphones?
Quando pensamos em aplicativos, logo, vem a cabeça os smartphones. Mas no encontro do Momo, os executivos das empresas mostram que estão investindo em celulares mais simples, que representam a grande base de celulares que os brasileiros possuem.
Paulo Gorab, da Qualcomm, reforçou que a tendência é focar nos telefones menos potentes, isto porque a base de iPhones, no Brasil, ainda representa de 1% a 2% na base de celulares, dependendo da operadora. “Ainda temos uma base de celulares que não enviam nem SMS. Nem todo mundo tem condições de pagar mil reais num smartphone”, afirma o gerente sênior de desenvolvimento de negócios.
José Lecy, da Vivo, falou da consistência da loja de aplicativos da operadora e afirmou que há, aproximadamente, 1 milhão downloads por mês. Ele enfatizou que a Vivo também investe em celulares que oferecem menor tecnologia. “Entre os terminais que mais baixam aplicativos, o smartphone não está entre os dez modelos que mais vendem na loja da Vivo, temos uma base diferente que deve ser explorada. Nossa loja de aplicativos é multi, para todas as marcas, para todos os gostos, sem restrição”, explica Lecy.
Diego Higgins afirmou que a Samsung já investe forte em aplicativos para seus modelos touch. “Os celulares touch da marca trazem diversas oportunidades de conteúdos e serviços para o usuário”, disse Higgins.
O executivo da Samsung também mostrou que a empresa se preocupa em desenvolver dispositivos que atendam a todos os gostos, tanto é que já possuem modelos com Windows Mobile, Android e, em breve, Linux. Reafirmando este pensamento vimos recentemente o lançamento do sistema operacional Bada. O intuito é tornar o smartphone mais acessível. Para os desenvolvedores, Higgins disse que o novo sistema operacional da Samsung traz uma linguagem diferente do mercado, com SDK bem simples e muito intuitivo. Como o Google, a empresa não cobra nada para os desenvolvedores trabalharem no sistema. “Nosso foco é que os desenvolvedores criem conteúdos bacanas para as lojas”, disse o executivo.
Espaço para os anunciantes
Na loja de aplicativos da Vivo, os downloads são todos pagos. Segundo Lecy, esta situação deve mudar e a operadora deve disponibilizar, em breve, aplicativos gratuitos. É nesse momento, que entra as propagandas e os patrocínios. “A tendência é que o usuário baixe o primeiro, o segundo e o terceiro gratuitamente e depois pode pensar em pagar por isso”, conta o gerente da Vivo.
O executivo da Samsung também disse que está aberto para o mercado publicitário, não só focado para o segmento mobile, mas também para a TV interativa. “Estamos num processo de entendimento desse mercado. Fizemos uma parceria no ano passado, para entender como funciona, quais e como os widgets são baixados. Estamos dispostos a investir em anúncios”, disse Higgins.
Massificação do download de apps
Levantada a questão do alto custo do pacote de dados e do trafego móvel no Brasil, o gerente da Vivo ressaltou que a empresa não cobra pelo trafego e o usuário paga apenas o preço do aplicativo, o que traz mais acesso aos consumidores.
Para finalizar, Martin Restrepo, co-fundador do Momo, disse que para massificar o uso de aplicativo pela população brasileira é preciso diminuir o preço dos pacotes de dados e os impostos. “O pouco acesso está ligado a tributação e ao preço. Os planos de dados ainda são muito caros e no setor de telecomunicações, os impostos representam 40%. Isto tem que mudar”, explica Retrepo.
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Tecnologias: Aplicativo Mobile, Internet Móvel.
Empresas participantes: Certified, Mobile Monday, Qualcomm, Samsung, Vivo.


















