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19 de março de 2009

Mobile Marketing, a grande aposta da publicidade

Por: Administrador

Via: MetaAnálise

iphone-mão

Em 2008, 89% das maiores marcas planejaram e utilizaram mobile marketing. Isto porque do total de linhas móveis ativas no país, 7,3%, ou 11 milhões de usuários, já acessam regularmente a internet via celular. Para discutir o assunto, o II Digital Media Conference reuniu Rosana Moya, diretora de Serviços às Agências da Okto, Leonardo Xavier, sócio-diretor do PontoMobi Interactive e Marcelo Castelo, diretor da F.Biz, para discutir o assunto durante o ‘Mobile Marketing: o impacto das novas tecnologias e cases de sucesso’.

Xavier abriu o encontro desmistificando alguns pontos em torno da internet móvel, como por exemplo o fato de que o acesso à web pelo celular é lento e ruim, que as operadoras estão desorganizadas e que não há audiência em mobile marketing. “No Brasil já existem três milhões de celulares 3G. Em 2009, atingiremos mais de 20 milhões de usuários”, diz o executivo. Quanto à audiência, de acordo com Xavier, hoje já são mais de 18 milhões de usuários de mobile web. “A audiência mobile já é equivalente à da novela das oito”, ressalta.

Além disso, as operadoras já contam com formatos padrão para a prática do mobile marketing, e existem várias ações que não dependem da operadora, como por exemplo, bluetooth marketing, torpedo de voz, hotsite mobile e mobile banner.

Para Xavier, um dos principais aspectos do mobile marketing é que, muito mais que canibalizar os investimentos em outras correntes de marketing, o celular pode ser visto como o grande hyperlink da mídia offline, além de potencializar as campanhas online. “Isto porque com o mobile você estabelece interação com o usuário. Esse tipo de ação gera uma interatividade muito grande, que potencializa o interesse do consumidor pelo produto”, diz o executivo.

A idéia é compartilhada por Rosana, diretora de Serviços às Agências da Okto: “o mobile vem para somar. Ele por si só atinge o seu target, comunica, mas se você adicioná-lo com os demais pontos de contato com o cliente, terá um multiplicador”. Outro ponto destacado por Rosana é que, quando se trata de promoção, o SMS tem caráter imediatista, pois o celular sempre está com a pessoa, o que estabelece uma maior aproximação com os clientes.

Como exemplo, a executiva cita a ‘Promoção Arena Digital‘, dos Sucrilhos Keloggs. O produto sempre teve jogos em suas caixas, mas como os jovens mudaram, a empresa também se adaptou à nova realidade. Por isso, a embalagem do produto passou a ter instruções para que as crianças baixassem jogos customizados de internet free da marca no celular. Depois, todos os dias às 12h, era aberto um ranking no qual os jogadores enviavam suas pontuações, e os primeiros colocados ganhavam presentes variados.

Mas, apesar do cenário positivo, o mobile marketing tem ainda desafios a serem vencidos no Brasil. “Ainda são poucas as empresas que tem um site voltado para celular. Como consequência, milhares de usuários acabam tendo experiências frustradas com essas marcas”, explica Xavier.

Mobile World Congress

Castelo, diretor da F.Biz, apresentou no painel as novidades do Mobile World Congress, evento realizado no mês passado em Barcelona que reuniu mais de 50 mil pessoas de todas as partes do mundo, assim como palestrantes e expositores de renome.

O executivo conta que mesmo que a Apple não estivesse na feira, o iPhone 3G era a base de comparação de todos os novos aparelhos. Assim como a Apple revolucionou o mercado de aplicativos com as ‘Apple Store’, outras marcas, como Nokia e BlackBerry, lançaram suas próprias stores.

De acordo com Castelo, embora as pessoas já estejam usando a Internet Móvel, os sites web ainda não estão mobilizados, como disse Xavier. “Por isso, outro destaque da feira foi a grande oferta de softwares que ‘mobilizam’ os sites”, conta o executivo, ressaltando que pior que não mobilizar é comprar mídia em um portal de conteúdo, adaptá-lo para os tipos de aparelho, e quando o cliente clica no banner da empresa a página não entra porque é colocada em flash, não funcionando para celular.

Outra possibilidade do mobile marketing, que deve ser tendência, é o mobile advertising, no qual um usuário pode, por exemplo, baixar um aplicativo que permita que na tela de seu celular apareça um banner, e em troca recebe descontos em envio de SMS ou em outros serviços. Outra possibilidade é o usuário baixar um aplicativo de determinada empresa e receber ofertas personalizadas em seu aparelho.

Mesmo com a crise, Castelo afirma que todos neste mercado estão extremamente otimistas com o mercado mobile marketing. “Por exemplo, Chris DeWolfe, CEO da MySpace, afirmou que em anos, e não em décadas, vamos ter mais gente acessando o MySpace pelo celular do que pela internet, e que hoje 30% de seus usuários já acessam a rede pelo celular”.

Para a empresa que quer investir em mobile marketing, Castelo dá a dica: “se você for fazer um projeto mobile, contrate uma empresa especializada. Os diferentes aparelhos, browsers e tecnologias tornam a execução complexa”.

Tecnologias: Aplicativo Mobile, Bluetooth, Internet Móvel, SMS, Torpedo de Voz.

Empresas participantes: Nenhuma empresa participante.

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