Notícias

10 de dezembro de 2008

Preço do tráfego de dados dificulta o desenvolvimento dos sites off deck

Por: Administrador

Por Fernando Paiva, via TELETIME

admob

A norte-americana AdMob, uma das mais conhecidas empresas que atuam no mercado de mobile advertisement, pôs um pé na América Latina. A companhia lançou recentemente uma versão de seu site em espanhol e tem como focos principais os mercados do México e da Argentina. O Brasil, contudo, vai ficar para depois, por causa dos altos preços cobrados pelas operadoras no tráfego de dados, o que dificulta o desenvolvimento dos sites chamados de “off deck”, aqueles que não estão nos portais WAP das teles. “Temos interesse em fazer uma versão em português do site. Mas parece que o mercado brasileiro ainda não está preparado para o nosso modelo de negócios, por causa do alto custo do tráfego de dados“, explicou o vice-presidente de alianças globais da AdMob, Russell Buckley.

A solução de mobile advertisement da AdMob é uma plataforma on-line na internet que serve como uma espécie de ponte entre os donos de sites WAP e os anunciantes. Os donos dos sites, ou “publishers”, se cadastram na plataforma da AdMob, informando detalhes sobre o conteúdo que oferecem. Em seguida, são convidados a incluir em seus sites WAP um espaço para publicidade. Quem gere esse espaço, contudo, é a AdMob. A empresa atrai anunciantes e dá a eles a oportunidade de anunciar nos milhares de sites WAP cadastrados em sua plataforma. O anunciante pode segmentar por país, tipo de aparelho, operadora, tipo de site WAP, dentre vários outros critérios. O pagamento é por clique e o preço varia de mercado a mercado. Nos EUA, cada clique vale US$ 0,14, por exemplo. Se o clique for feito por um usuário no Brasil, o custo é bem menor: US$ 0,05. Os publishers ficam com 60% da renda arrecadada pela AdMob com os anunciantes. O click-through-rate na rede da AdMob atualmente gira em torno de 0,5%, informou Buckley. A grande maioria dos sites WAP cadastrados na plataforma são “off deck”.

Números

Ao longo dos últimos 12 meses, cerca de mil anunciantes fizeram uso da plataforma da AdMob. “Por mês, são aproximadamente 400 anunciantes diferentes”, revela o executivo.

A AdMob divulga periodicamente números sobre sua atuação. Um dos principais indicadores é a quantidade de “requisições de anúncios”. Esse é o termo usado pela AdMob em referência a toda vez em que uma página WAP solicita à sua plataforma o envio de um anúncio para ser visualizado durante o page view de um consumidor. A plataforma cruza cada requisição de uma página WAP com os pedidos dos anunciantes. Nem toda requisição se transforma em um anúncio publicado. Segundo o relatório mais recente, referente a outubro, houve naquele mês 5,7 bilhões de requisições, das quais 5 bilhões foram atendidas. O principal mercado da AdMob são os EUA, que registraram 2,15 bilhões de anúncios requisitados em outubro. Em seguida vêm Indonésia, Índia, Inglaterra e Filipinas, nesta ordem.

América Latina

A América Latina e o Caribe registraram em outubro 94,3 milhões de requisições, o que representou menos de 2% do total. O campeão foi Porto Rico, com 15,7 milhões, seguido de México, Jamaica e Argentina. O Brasil registrou apenas 4,5 milhões, ficando em décimo lugar na região, atrás de países como Costa Rica, Guiana e Guatemala. É importante lembrar, contudo, que esses números se referem ao acesso de sites WAP registrados na plataforma da AdMob, que, em sua imensa maioria, são produzidos e divulgados no exterior, não no Brasil.

Tecnologias: Internet Móvel.

Empresas participantes: Nenhuma empresa participante.

Compartilhe esta página:

  • E-mail
  • linkedin
  • twitter
  • facebook
  • delicious
  • feed
  • technorati
login

Cadastre-se para que o seu comentário apareça na área "Comentários em destaque", na barra lateral do site. Obrigado!

Cadastrar

Comentários:

Terence 11 de dezembro de 2008

Eric, a observação sobre a Admob foi perfeita. Mas não custa observar que agora são outros tempos. Antes, ela poderia bancar um modelo de negócios com uma aposta (que foi bem-sucedida) no futuro. Agora apostas estão proibidas. A Admob, por sinal, tem investimento do Sequoia (o mesmo da apresentação RIP Good Times). Amanhã vou bater um papo com o responsável por América Latina e vamos ver o que ele diz. :-)

Eric Santos 10 de dezembro de 2008

Concordo com o Terence e Léo com relação à oferta. Os maiores sites e grupos de mídia teriam condições de (e deveriam) investir mais e ajudar a desatar esse nó, para então acelerar essa queda dos preços de tráfego de dados por parte das operadoras. No entanto, os desenvolvedores pequenos (long tail) aqui no Brasil estão órfãos de formas de monetizar mobile sites, por isso não há muita inovação deste lado. E foi justamente cuidando desse pessoal que a Admob cresceu lá fora. Entendo a estratégia e as justificativas deles, mas acredito que estão deixando margem para vir outro player grande (ou surgir um aqui mesmo) e 'roubar' esse mercado deles. (Falei um pouco mais lá no blog da Praesto e pingou no comentário anterior)

[...] matéria publicada na Teletime News e depois replicada e comentada no Mobilepedia, o VP de Alianças Globais da Admob (Russel Buckley), anunciou a entrada da empresa na América [...]

Terence 10 de dezembro de 2008

É importante notar que o Russell disse com base em seu modelo de negócios. A Admob precisa de acessos massivos para gerar receita. Isto não é a mesma coisa que dizer que não há audiência. Apenas não o há em volume suficiente para justificar o investimento em entrar no mercado nacional. E esta audiência tem que ser off-deck. Ou seja, abaixar os preços hoje, significará três coisas, principalmente: aumento do acesso aos portais das operadoras; aumento do acesso móvel aos sites da web parada; eventual redução do crescimento por falta de oferta e experiência ruim. Esta situação praticamente justifica que as operadoras mantenham seus preços como estão - o aumento do tráfego provavelmente não compensará a redução que estimularia o acesso. Pedro, em economia não há Tostines: a oferta cria sua procura, é das primeiras leis econômicas. O mercado é também responsável pelo crescimento da mobile web - isto passa pelo incentivo às marcas, pelo esforço comercial, pelo trabalho bem-feito, pela geração de resultados, e, pq não comentar, passa tb por lembrar que o iPhone apenas jamair irá servir, já que é uma mínima parcela, com perfil bastante específico, do público web móvel no país.

Pedro Macêdo 10 de dezembro de 2008

É a história do tostines: falta site otimizado por que falta audiência ou falta audiência por que falta site otimizado?

Leo Xavier 10 de dezembro de 2008

Pedro, Acho que além do preço do tráfego, temos um outro grande problema: qual o numero de sites otimizados para os dispositivos móveis? A oferta é quase nula, bem como o acesso é sempre uma prova dos 7 erros: começa com wap., m. ou iphone.? Termina com .mobi, /mobile ou /iphone? Aí fica difícil criar audiência consistente. Abs Léo

Get Adobe Flash playerPlugin by wpburn.com wordpress themes