Tela Viva Móvel - Debate sobre o conteúdo patrocinado no celular
Continuando…
Com o fim da apresentação de Fiamma teve início o painel que começou com o questionamento de Fernando Paiva sobre a disposição, ou não, dos anunciantes em fazer mobile marketing.
Para Marcelo Castelo é fácil convencer o cliente de que mobile é legal, o problema é o preço. Ele não ignora o fato de que o conteúdo mobile tem uma “taxa de resposta” melhor que a WEB (CTR, taxa de abertura de SMS, quando comparada à abertura de e-mail, etc.), mas ainda assim considera o preço desproporcional. Gabriel Mendes lembrou que essa desproporcionalidade se deve também aos impostos de Telecom, que são muito mais caros que os praticados na internet.
Para Cesar, o preço realmente é um ponto crítico. Além disso, outro ponto importante é o valor percebido. “A partir do momento em que o diretor de marketing vê, ou é impactado por uma campanha mobile, ela ganha esse valor. Nessa questão, o iPhone tem ajudado muito o mercado”, completa.
Fiamma comentou que, por problemas tecnológicos, a Claro ainda não consegue deixar de cobrar o tráfego de dados em determinadas URLs. A operadora está trabalhando para resolver esse “problema” e a promessa é que tenha uma solução no segundo semestre.
Daniel Rodrigues Costa, da Takenet, perguntou para os representantes do painel se não deveríamos ter mais paciência em relação ao conteúdo patrocinado. “A beleza do nosso mercado é que ele nasceu pago e as pessoas entendem o seu valor e continuam comprando. Agora nós queremos que ele fique totalmente gratuito.”
Para Castelo trata-se de um ciclo. “O gratuito tende a levar mais dinheiro para todo mundo. Não temos inventário, precisamos criar a cultura. Se o usuário experimentar um conteúdo gratuitamente poderá voltar e começar a experimentar o pago.”
Fiamma concorda que devemos ter cuidado para não banalizar a oferta e canibalizar um mercado já existente, porém afirma que essa experimentação é muito importante. “O cliente pré-pago muitas vezes não sabe quanto vai gastar por um conteúdo e acaba desistindo da aquisição. A oferta do conteúdo patrocinado é muito interessante para quebrar essa barreira.”
Gabriel Mendes completa o raciocínio de Castelo e Fiamma e afirma: “Como vimos, existem muitos usuários que possuem determinadas features em seus aparelhos, mas não utilizam. Devemos trazer a multidão para esse mercado e o conteúdo patrocinado pode ser o caminho! Temos de ter cuidado, refletir e não canibalizar, mas devemos trazer a multidão”.
Tecnologias: Nenhuma tecnologia cadastrada.
Empresas participantes: Nenhuma empresa participante.



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