13 de julho de 2009
O m-commerce tem um desconto especial para você
Se, ao ler o título deste artigo, você pensou “m-commerce não funciona, nunca comprei nada pelo celular e não conheço ninguém que comprou”, então, continue lendo, pois você pode ter boas surpresas.
Ou melhor, você pode, como eu, ter uma nova visão sobre o conceito de m-commerce.
Antes de entrar no detalhe de m-commerce, vale dividir alguns números sobre o e-commerce brasileiro em 2008, que correspondeu a um faturamento de R$ 8,2 bilhões (30% superior que 2007), atingiu 13,2 milhões de compradores (39% maior que valor de 2007) e teve entrada emblemática das Casas Bahia e Wal-Mart neste “novo” mundo.
O gráfico abaixo ilustra bem a evolução de faturamento do e-commerce dos últimos anos.

Números de e-commerce servem para avaliarmos o potencial do m-commerce. Se, atualmente possuímos mais de 150 milhões de linhas ativas (tirando a sobreposição de 120 milhões de pessoas com celular) versus 60 milhões de internautas, temos então um mega potencial. Entretanto, com todo este público, como explicar o fato de você não conhecer ninguém que já transacionou pelo celular?
Bom, podemos ter inúmeras respostas. Os sites de e-commerce não estão adaptados para o celular, os cadastros são longos, muitas pessoas acreditam que não existe tecnologia suficiente para que a transação se torne segura etc. Mas o meu objetivo neste texto é dividir o que eu entendo como conceito de m-commerce, que é qualquer transação de compra e venda de produtos que começa e termina no celular.
Temos alguns exemplos interessantes. O primeiro deles foi simples de ser implementado: a Credicard Citi queria vender cartão de crédito por meio do celular. Para isso, fechamos um acordo com uma operadora de celular, incluímos um link no chip dos clientes (sim, podemos remotamente mudar o que está escrito no chip do seu celular) com as palavras “Credicard Citi”.
Ao clicar neste link, automaticamente era enviado ao celular um SMS que apresentava uma oferta exclusiva. O cliente precisava apenas clicar no 0800 exibido no texto da mensagem. Ao clicar, a ligação gratuita era efetuada e o usuário poderia adquirir o novo cartão de crédito.
Resumindo: em minutos, sem tirar a mão do celular, o usuário viu o nome do anunciante, se interessou, clicou no link, recebeu mais informações no SMS, se interessou ainda mais, clicou no 0800 do SMS, efetuou a ligação e comprou. Conclusão: na minha visão, o m-commerce foi realizado com sucesso, pois o processo começou e terminou no celular.
Outros exemplos mais ricos já foram realizados. No ano passado, a Polishop fez um vídeo para vender um produto. Ao entrar no portal WAP de uma operadora, o usuário era impactado por um anúncio “Veja o vídeo e ganhe um desconto de R$ 300,00″.
Ao ver este vídeo, o consumidor recebia automaticamente um SMS perguntando se ele tinha interesse em adquirir o produto. Ao responder (gratuitamente) o SMS, ele recebia uma ligação do call center da Polishop para efetuar a compra. Fantástico! Ainda mais diante de uma lei que restringe o telemarketing ativo.
A Abril, então, fez uma determinada seleção destas listas autorizadas, já que é possível segmentar por sexo, idade, planos etc. e enviou a seguinte mensagem: “Oferta: Você, cliente Brasil Telecom, assina as revistas da Editora Abril e ganha até um ano a mais na sua assinatura. Ligue agora 0800-7751420″. Neste caso, temos segmentação, relevância e benefício exclusivo. Boas chances de gerar vendas, além de fortalecer o relacionamento entre a operadora e o cliente.
Por fim, aproveitando a repercussão do “fenômeno Ronaldo”, a Shoptimão comunicou, na final do Campeonato Paulista, o lançamento da camisa comemorativa do Corinthians, que possui 26 estrelas, em alusão aos títulos estaduais do clube (obviamente, o anúncio foi feito poucos minutos antes do final da partida).
Faixas estrategicamente distribuídas e divulgações no placar eletrônico do estádio convidavam os torcedores a ativar o bluetooth em seus celulares. Junto com a imagem havia o número de contato da Shoptimão. Com esta ação, o torcedor podia comprar a camiseta dentro do próprio estádio. Os resultados puderam ser vistos no dia seguinte. A Shoptimão foi a empresa que mais comprou a camisa comemorativa para revenda e a primeira a esgotá-la em seu próprio site.
Se, ainda assim você pensa que o m-commerce só acontece quando há transação bancária pelo celular, também já temos isso por aqui. Recentemente, a Livraria Cultura lançou um aplicativo para iPhone que permite consultar preços e comprar livros, CDs e DVDs. O acervo disponível no iPhone é exatamente o mesmo das lojas físicas e virtual e a finalização do pedido pode ser feita no próprio aparelho, com a utilização do cartão de crédito. Eu já usei e, realmente, vale a pena. Bom, vocês puderam observar que existem cases para todos os gostos, com as mais variadas tecnologias, e que proporcionam conveniência e segurança para o consumidor. Agora, da próxima vez que você precisar gerar vendas, comece a considerar o mobile como um caminho interessante.
Tecnologias: Nenhuma tecnologia cadastrada.
Empresas participantes: F.biz.




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Marcelo é um comunicador nato, entusiasta, ele consegue aproximar os novos conceito tecnológicos como poesia, facilitando a vida das pessoas e contribuindo para tornar o mundo mais fácil. O m-commerce é pra isso tornar as nossas ações mais práticas.
Acredito que a convergência dos computadores pessoais em smartphones é um grande passo para que ocorra a fusão entre e-commerce e m-commerce no futuro. O m-commerce atual ainda é limitado por conta dos celulares antigos ainda em uso e também pela diversidade de sistemas operacionais para celular, cada fabricante tem o seu, não existe um padrão como nos PCs (windows/linux/osx). Sobram aplicações para o IPhone (iBrick), o que acho bom, mas e os outros aparelhos? Minha opinião pessoal é de que o m-commerce ainda é uma tendência tão limitada quanto as aplicações para iphone.
Parabéns pela matéria! realmente ainda há algumas barrareiras (principlamente culturais) à serem quebradas pro m-comerce despontar... bom se o e-comerce hj é comum, tenho plena certeza de q todas essas variações de comercialização pelo celular também irão tornar-se, até porque a comodidade e conveniencia é muito maior pelo celular. Abraços, Elition Amauri